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Política

Brasil amplia medidas contra interferência estrangeira nas eleições

Autoridades monitoram lobby e desinformação e articulam respostas com países aliados diante de possível ação dos Estados Unidos.

Brasil amplia medidas contra interferência estrangeira nas eleições
Foto: Folhapress

Autoridades brasileiras adotaram medidas para proteger o processo eleitoral de uma possível interferência dos Estados Unidos. As ações incluem o monitoramento de lobby estrangeiro e de campanhas de desinformação, o combate a acusações falsas de fraude e a articulação internacional sobre providências após a divulgação do resultado.

O governo mantém conversas informais com missões diplomáticas do Canadá, do Japão e da Austrália, além de países da União Europeia. Três diplomatas estrangeiros de alto escalão disseram que essas nações devem defender rapidamente a integridade da eleição, independentemente do vencedor. Ao mesmo tempo, há preocupação com uma eventual reação de Washington.

As agências de inteligência brasileiras passaram a considerar prioritário o combate à manipulação estrangeira nas redes sociais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou regras para enfrentar a desinformação eleitoral e pediu que Google e Meta apresentassem planos contra vídeos e publicações enganosas produzidos com inteligência artificial.

Reforço da confiança no sistema eleitoral

Autoridades também iniciaram uma campanha voltada à população, a diplomatas e a observadores internacionais. A iniciativa prevê ações com influenciadores digitais e um mascote em formato de urna eletrônica.

Em agosto, o TSE organizou um workshop sobre o sistema eleitoral brasileiro para mais de 80 diplomatas. Na ocasião, o presidente da corte, Kassio Nunes Marques, afirmou que o tribunal havia “aberto as portas ao mundo” e se dedicado a “desmantelar todos os argumentos” contra a confiabilidade das eleições.

O temor de interferência aumentou diante da atuação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em eleições de outros países da América Latina. Candidatos de direita alinhados a Washington venceram disputas na região com apoio explícito de Trump.

O governo Trump nega que esteja tentando interferir na eleição brasileira. Autoridades brasileiras disseram que uma eventual ajuda americana a Flávio Bolsonaro poderia vir acompanhada de novas medidas para prejudicar a imagem de Lula.

No ano passado, Trump impôs sanções contra autoridades brasileiras e determinou tarifas de 50% ao país. A apuração ouviu mais de uma dezena de funcionários do governo e do setor eleitoral, policiais, agentes de inteligência e diplomatas estrangeiros.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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