A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, pediu ao Ministério Público Eleitoral a prisão preventiva de George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Presidência. A defesa acusa o funcionário do Palácio do Planalto de difundir desinformação sobre o episódio envolvendo Nossa Senhora Aparecida e também solicitou um mandado de busca e apreensão.
Os pedidos foram apresentados em uma notícia-crime. O documento menciona repostagens feitas por Marques no X e sustenta que ele teria compartilhado mensagens com conteúdo relacionado à controvérsia sobre a padroeira do Brasil. Em uma publicação, feita às 8h31 de sexta-feira (25), o funcionário republicou uma mensagem que pedia a continuidade da divulgação de que Nossa Senhora havia sido atacada.
A defesa afirma que Marques prosseguiu com repostagens de teor semelhante. Entre as mensagens citadas está uma que dizia que a Igreja Católica estaria sendo perseguida no Brasil por Flávio Bolsonaro. O assunto se espalhou pelas redes sociais ao longo de quinta-feira (24), quando o senador negou que apoiasse um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
Pedidos apresentados à Justiça
A notícia-crime solicita a abertura de procedimento investigatório ou de inquérito policial para apurar possíveis crimes previstos no Código Eleitoral e no Código Penal. Entre eles estão a divulgação de fatos sabidamente inverídicos durante a propaganda ou a campanha eleitoral, incitação ao crime e associação criminosa.
A campanha também pediu a apreensão do computador, do celular e de outros aparelhos eletrônicos de Marques que possam conter provas. Como alternativa à prisão preventiva, solicitou medidas cautelares, incluindo a suspensão do exercício da função pública, a proibição do uso de redes sociais e o impedimento de divulgar o assunto por qualquer meio.
A Secretaria de Comunicação da Presidência da República afirmou, em nota, que as alegações de Flávio Bolsonaro não procedem. Segundo a Secom, a manifestação ocorreu em perfil particular, fora do horário de expediente e com equipamento próprio. A secretaria disse que o candidato distorce os fatos ao atribuir ao governo federal a responsabilidade pela republicação.
A Secom declarou compromisso com a liberdade de expressão e de religião e manifestou preocupação com o que chamou de patrulhamento e censura impostos à população. A campanha, por sua vez, acusou o coordenador de recomendar que a retratação não fosse propagada e de estimular o compartilhamento da informação contestada.


