GOIÁS — Incêndios destruíram lavouras em propriedades rurais de Mineiros, Pontalina e Montividiu. Em uma área de Montividiu, 250 hectares de milho foram perdidos, e o produtor responsável estima prejuízo de R$ 2,5 milhões.
Em Mineiros, o fogo alcançou uma plantação de milho. Durante o incêndio, um produtor pediu ajuda em um vídeo: "Pegou fogo no milho. Pessoal, quem puder vir aqui ajudar. A situação está crítica".
Em Pontalina, as chamas atingiram lavouras, incluindo uma plantação de cana-de-açúcar de uma usina. Já em Montividiu, o incêndio destruiu uma área de milho que estava pronta para a colheita. As espigas ficaram queimadas nos locais por onde o fogo passou.
Impactos nas propriedades
Em outra fazenda de Montividiu, Vanderlei Secco havia acabado de concluir a colheita quando as chamas atingiram a área. O incêndio destruiu a palha seca usada para proteger o solo. Para o produtor, a propriedade poderá ter redução de produtividade por um período de três a seis anos.
Na propriedade de Antonio Carlos Grandi, o fogo também danificou o equipamento utilizado para irrigar a plantação. Ele contou que as chamas atravessaram uma rodovia e que novos focos surgiram em seguida.
Bruno Brais também teve perdas. Cerca de 160 hectares de palhada foram queimados em sua propriedade, além de parte da produção de milho. O produtor afirmou que os custos de produção já enfrentavam dificuldades e que o preço baixo da commodity de milho agravou o prejuízo causado pelas queimadas.
Queimadas no país
Segundo o MapBiomas, uma área de agricultura maior que a cidade de São Paulo foi queimada no Brasil no primeiro semestre deste ano.
Entre junho e agosto de 2024, 2,8 milhões de hectares de propriedades rurais foram queimados no país. A área é semelhante à do estado de Alagoas. De acordo com a Confederação Nacional da Agricultura, os prejuízos chegaram a quase R$ 15 bilhões.


