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Política

Debate em SP reúne declarações verificadas sobre crime, trabalho e meio ambiente

Checagem classificou falas de candidatos ao Senado como fato, falsas ou parcialmente corretas em diferentes temas.

Debate em SP reúne declarações verificadas sobre crime, trabalho e meio ambiente
Foto: Noah Denser/Divulgação

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) contrariaram a afirmação de Soninha Francine (Cidadania) de que o desmatamento havia caído na Amazônia e aumentado no Cerrado. Em 2025, os alertas recuaram cerca de 9% nos dois biomas em relação ao ano anterior. Na Amazônia, foram 3.817 km², contra 4.183 km² em 2024; no Cerrado, 5.357 km², ante 5.901 km².

A checagem classificou a declaração como não é bem assim. O Inpe também informou que, entre agosto de 2025 e julho de 2026, os alertas caíram 36% na Amazônia e 7,8% no Cerrado.

Segurança pública e crime organizado

Simone Tebet (PSB) fez afirmações consideradas verdadeiras sobre a presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público da capital e sobre uma operação contra o Comando Vermelho (CV) em Rio Claro. Investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), apontou suspeitas de ligação entre a facção e 12 das 22 empresas de ônibus da cidade de São Paulo.

Em março, a Operação Linea Rubra investigou uma célula do CV na região de Rio Claro. Segundo o MP-SP, o grupo atuava com tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e homicídios.

Outra fala de Tebet, sobre suicídios de policiais militares, foi classificada como parcialmente correta. Em 2025, São Paulo registrou 22 suicídios de PMs, contra 13 mortes em confronto durante o serviço e oito fora dele. Porém, a taxa conjunta de suicídios de policiais militares e civis foi de 0,29 mortes por mil policiais, colocando o estado na sétima posição entre as unidades da federação.

Favelas, clima e mercado de trabalho

Geraldo Rufino (Podemos) acertou ao dizer que São Paulo tem mais de 3 mil favelas: o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contabilizou 3.123 favelas e comunidades urbanas no estado, sendo 1.359 na capital. Foi considerada falsa, porém, a afirmação de que a maioria da população paulista vive nesses locais. São 3,6 milhões de moradores, equivalentes a 8% da população.

Marina Silva (Rede) teve uma declaração classificada como fato ao mencionar 177 cidades paulistas vulneráveis a eventos climáticos extremos. Notas técnicas da Secretaria Especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) registraram 177 municípios no estado, dos quais 173 suscetíveis a enxurradas e inundações e quatro a deslizamentos. Os documentos indicaram ainda 1,6 milhão de pessoas em áreas mapeadas para risco geo-hidrológico.

Já a afirmação de Marina sobre a redução de 15% da violência pelo combate ao crime organizado foi considerada parcialmente correta. A pesquisa da AMAZÔNIA 2030 apontou redução de cerca de 15% nos homicídios, equivalente a aproximadamente 1.477 mortes evitadas por ano, mas não atribuiu o resultado exclusivamente ao crime organizado.

Soninha também acertou ao dizer que a Pnad Contínua considera ocupadas pessoas que exercem atividades como estátua viva, limpeza de para-brisa e cuidado de automóveis. O IBGE confirmou que esses exemplos aparecem no manual do entrevistador da pesquisa.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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