O memorando assinado pelo secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, determina que agências de inteligência coletem e produzam informações sobre possíveis ameaças estrangeiras às eleições do país. O documento não identifica nenhum país nominalmente.
A ordem foi assinada em 22 de setembro e divulgada nesta segunda-feira (28), a pouco mais de um mês do pleito de novembro. O Comando Cibernético dos EUA e outras estruturas do governo deverão identificar, interromper e neutralizar possíveis tentativas de interferência estrangeira, de acordo com o Departamento de Guerra.
A eleição será realizada na metade do mandato do presidente Donald Trump e, por isso, é conhecida como “midterms”, ou eleições de meio de mandato. Os americanos escolherão todos os 435 deputados da Câmara dos Representantes e parte dos senadores.
Disputa pelo Congresso
O resultado poderá alterar o equilíbrio de forças no Congresso. Os republicanos, partido de Trump, controlam atualmente a Câmara e o Senado. Pesquisas indicam que os democratas podem assumir o comando da Câmara e diminuir a vantagem republicana no Senado, cenário que poderia prejudicar a governabilidade do presidente.
No documento, Hegseth afirma que a mobilização tem como objetivo preservar a autonomia do processo eleitoral. “Na América, o povo governa — e precisamos garantir que a voz do povo permaneça soberana, segura e totalmente livre de interferências”, diz o memorando.
Trump também estimulou o redesenho de mapas eleitorais em alguns estados para favorecer candidatos republicanos. As alterações foram contestadas na Justiça.


