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Política

Missas de Nossa Senhora reúnem Flávio, Lula e Alckmin após disputa eleitoral

Políticos participaram de celebrações em Brasília e Aparecida, em meio à controvérsia sobre declarações de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

Missas de Nossa Senhora reúnem Flávio, Lula e Alckmin após disputa eleitoral
Foto: Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro

A autorização para visitar Jair Bolsonaro marcou a participação de Flávio Bolsonaro em uma missa nesta segunda-feira (12), na Catedral de Brasília, durante as celebrações de Nossa Senhora Aparecida. O senador afirmou que voltou a encontrar o pai depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, liberar a visita. Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.

"Estou muito feliz que o Dia de Nossa Senhora Aparecida é o dia em que eu estou novamente autorizado a visitar o meu pai, vítima de uma injustiça", disse Flávio após a cerimônia.

O presidente Lula acompanhou uma missa na capela do Palácio da Alvorada, sua residência oficial. Ele estava com a primeira-dama Janja, o governador do Piauí, Rafael Fontelles, e o senador Camilo Santana. Lula afirmou que a celebração também expressava uma defesa do respeito entre diferentes religiões: "cada um segue a religião que quiser e todos nós temos que respeitar".

A presença dos dois políticos nas celebrações ocorreu depois de uma controvérsia eleitoral envolvendo o eleitorado católico. Flávio, que é evangélico, havia declarado que, se eleito, teria entre seus primeiros atos a decisão de que o Brasil seria do Senhor Jesus Cristo. A fala foi relacionada à circulação de uma informação falsa segundo a qual ele pretendia retirar Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil.

Flávio negou a existência da proposta e disse que a acusação era uma mentira. Um projeto com esse objetivo havia sido apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victorio Galli (MT), mas foi arquivado no ano seguinte. Durante o primeiro turno, Flávio acusou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de colaborar com a disseminação da informação e depois recuou.

Na missa em Brasília, ele foi acompanhado da mulher, Fernanda, do vice Alfredo Gaspar, da conselheira econômica Daniella Marques e dos parlamentares Bia Kicis, Izalci Lucas e Simone Marquetto. O padre Agenor Vieira os mencionou durante a homilia e afirmou que Flávio era bem-vindo. O senador rezou o Pai-Nosso, mas não o Credo. Ao deixar a igreja, disse que o ambiente havia sido acolhedor e declarou respeitar a fé de milhões de brasileiros.

O vice-presidente Geraldo Alckmin participou de uma missa solene na Basílica de Aparecida, no interior de São Paulo. Estava com a mulher, Lu, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a deputada federal reeleita Tabata Amaral, o marido dela, João Campos, e Gilberto Kassab.

Alckmin não comentou diretamente a controvérsia. Ele defendeu a liberdade religiosa e afirmou que cada pessoa deve respeitar a religião dos outros, inclusive quem não tem religião. Depois da missa, visitou uma carreta da Saúde da Mulher, do SUS, instalada no estacionamento da Basílica, ao lado de Padilha.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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