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Política

Jeferson Monteiro nega ter criado boato sobre Flávio e Nossa Senhora Aparecida

Publicitário confirma ser dono da conta apontada pelo PL, mas diz que não publicou a informação falsa sobre o senador.

Jeferson Monteiro nega ter criado boato sobre Flávio e Nossa Senhora Aparecida
Foto: Folhapress

O publicitário Jeferson Monteiro, criador da página de humor Dilma Bolada, negou ser responsável pela notícia falsa de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A declaração foi dada na noite deste sábado (26).

Monteiro confirmou que a conta na rede social X mencionada pela campanha de Flávio pertence a ele, mas contestou a acusação de que teria divulgado o boato. Ele afirmou que publicou uma crítica a candidatos que, na avaliação dele, ameaçam a democracia e disse que o conteúdo não atribuía a Flávio a retomada do projeto.

“Ou seja, católico não deve votar em nenhum Bolsonaro”, afirmou o publicitário, ao reproduzir parte da publicação. Monteiro também disse que as manifestações sobre a retirada do título eram dirigidas a projetos apoiados pela extrema direita no passado e que hoje teriam respaldo em diferentes vertentes extremistas.

A campanha de Flávio informou não saber previamente que a conta pertencia ao publicitário e declarou ter levado o caso ao Ministério Público Eleitoral. O perfil foi apontado pela campanha como responsável pela primeira publicação do boato.

Origem da informação

A origem da alegação está relacionada a um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victorio Galli (MT), que propunha retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A proposta foi arquivada no ano seguinte. Galli foi assessor especial da Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

A informação de que Flávio retomaria o projeto ganhou circulação depois de Maria Cristina Fernandes mencionar, na GloboNews, um movimento na Igreja Católica contra uma parcela de evangélicos que tentaria retirar Aparecida da condição de padroeira. Horas depois, a emissora se retratou e esclareceu que a afirmação se baseava em uma proposta arquivada quase 20 anos atrás.

Também foi compartilhado um trecho de vídeo gravado por Flávio em 23 de agosto, no qual ele justificava a ausência em um debate da TV Bandeirantes. Na gravação, disse: “Quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. A desinformação foi usada por rivais e alimentou uma disputa religiosa com aliados de Lula (PT), incluindo Geraldo Alckmin (PSB) e a primeira-dama Janja.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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