BRASÍLIA — As investigações da Polícia Federal não identificaram risco ou indícios de planos de ataque contra embaixadas na capital, afirmou no domingo (4) o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. A declaração ocorreu após a PF cumprir dois mandados de busca e apreensão relacionados a possíveis ameaças contra representações diplomáticas.
“não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse um risco efetivo para essa embaixada ou para qualquer outra embaixada”, disse Rodrigues. Segundo ele, o processo é sigiloso e as medidas judiciais foram cumpridas.
Suspensão durante a eleição
A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília e os consulados americanos no Brasil interromperam o atendimento presencial na sexta-feira (2), dois dias antes da eleição. Os serviços foram retomados na segunda-feira (5).
O governo de Donald Trump informou, ao anunciar a suspensão, que a segurança e a proteção dos cidadãos americanos eram sua “máxima prioridade”. Nesta terça-feira (6), o Departamento de Estado divulgou a declaração de Juan Pablo Segura, secretário-assistente para relações com a América Latina.
Em conversa com jornalistas na sexta-feira (2), Segura afirmou que as representações foram fechadas por causa de um problema de segurança, mas não apresentou detalhes sobre o motivo. “Trabalhamos com os serviços de segurança para lidar com a questão de segurança”, declarou.
Apurações sobre ameaças
A Polícia Federal investiga possíveis ameaças contra embaixadas em Brasília. Os dois alvos dos mandados foram identificados depois de publicarem comentários em plataformas e redes sociais. A princípio, os suspeitos não tinham ligação entre si, mas essa circunstância ainda é investigada.
O governo americano comunicou suspeitas à Embaixada dos Estados Unidos, que informou o Ministério das Relações Exteriores. O ministério acionou a Polícia Federal. Uma fonte do governo americano mencionou uma ameaça de bomba, sem esclarecer se ela teria como alvo a embaixada ou outro local em Brasília.


