São Paulo, Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00%
Notícia com critério
Política

Plano de Douglas Ruas prevê mudar meta de letalidade policial no Rio

Candidato também propõe financiamento habitacional para agentes, ocupação de comunidades e retirada de patrocínios estaduais do carnaval e de shows.

Plano de Douglas Ruas prevê mudar meta de letalidade policial no Rio
Foto: Folhapress

O plano de governo de Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, prevê retirar o índice de letalidade policial das metas de segurança pública. O indicador é usado para acompanhar mortes por intervenção de agentes e, no modelo atual, policiais com índices elevados não recebem bonificação.

Ruas afirma que a medida iguala casos de legítima defesa a homicídios cometidos por suspeitos. O programa também promete financiamento facilitado para a compra da casa própria por policiais e outros servidores estaduais. Antes de atuar na política, Ruas trabalhou como policial civil.

A proposta de segurança, chamada “Escudo Fluminense”, inclui leitores de placas, reconhecimento facial, drones e outras tecnologias para combater roubos de cargas e o transporte de armas e drogas. O candidato ainda promete ocupação permanente de comunidades dominadas por facções e o isolamento de lideranças criminosas dentro dos presídios.

O programa prevê novas escolas cívico-militares e afirma que comandantes de batalhão, delegados e diretores de presídio serão escolhidos por critérios técnicos. Ruas participou da gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL). Como presidente da Alerj, ele também foi criticado pela oposição por sua relação com Rodrigo Bacellar (União), preso sob acusação de vazar dados de uma operação para o Comando Vermelho.

Eleição e propostas para a cultura

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu, por 5 votos a 2, anular os votos dados ao ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos). A decisão abre caminho para a proclamação de Ruas como governador eleito no primeiro turno, após a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio. A coligação de Eduardo Paes (PSD) informou que pedirá ao Supremo Tribunal Federal uma medida cautelar para garantir a realização de segundo turno.

Na votação de domingo (4), Ruas obteve 49,27% dos votos nominais; Paes, 42,76%; e Garotinho, 3,17%. Sem os votos de Garotinho, Ruas passa a ter 51% dos votos válidos.

Na área cultural, Ruas afirmou que pretende retirar o patrocínio estadual dos desfiles das escolas de samba e de shows internacionais. A proposta provocou reação de representantes do carnaval e de agremiações. Em nota assinada por 17 escolas, as entidades disseram: “Defendemos o direito à crítica e ao debate”.

O patrocínio das escolas de samba é atribuição da Prefeitura do Rio, enquanto a organização do carnaval cabe à Riotur. Os repasses do estado são destinados à infraestrutura e à operação da Marquês de Sapucaí e chegaram a R$ 40 milhões no último Carnaval.

Ruas também disse que retirará a subvenção estadual do Todo Mundo no Rio, série anual de shows internacionais na praia de Copacabana. Os eventos contam ainda com patrocínio municipal e privado. Em 2024, Cláudio Castro repassou R$ 10 milhões para o show da Madonna. No evento deste ano, da cantora Shakira, o governador interino Ricardo Couto decidiu não patrocinar a apresentação, citando a crise fiscal do estado.

Entre outras promessas, o plano menciona a despoluição da baía de Guanabara, projetos para pessoas com Transtorno do Espectro Autista e a atração de data centers.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.