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Política

Tebet questiona atuação de Derrite no PL das Facções e contrato com Banco Master

Em debate pelo Senado em São Paulo, candidata afirmou que projeto teria atingido criminosos de menor escalão e cobrou explicações sobre contrato.

Simone Tebet acusa Derrite de “proteger chefes de facções” e cobra explicações sobre Master
Foto: Reprodução/Youtube

A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) acusou Guilherme Derrite (PP) de ter conduzido medidas que, em vez de atingir os chefes das organizações criminosas, concentrariam punições em integrantes de menor escalão. O confronto ocorreu em debate realizado na segunda-feira (21), com foco em segurança pública, combate às facções e no chamado PL das Facções.

Tebet criticou a atuação de Derrite como secretário de Segurança Pública de São Paulo e como relator do projeto na Câmara dos Deputados. Segundo ela, o texto teria retirado mecanismos relacionados à competência do Tribunal do Júri e ao combate ao patrimônio das organizações criminosas.

“[O projeto] puniu o andar de baixo, o pequenininho que está com a arma na mão, mas protegeu as organizações criminosas”, afirmou a candidata.

Derrite negou que sua atuação tenha favorecido facções. Ele defendeu o PL das Facções como instrumento para combater a lavagem de dinheiro e citou medidas de perdimento de bens e de intervenção em empresas usadas para ocultar recursos.

Questionamentos sobre o Banco Master

O debate também envolveu o Banco Master. Tebet afirmou que o PP deveria explicar relações de dirigentes do partido com o banqueiro Daniel Vorcaro. Em seguida, questionou Derrite sobre a renovação de um contrato entre a Secretaria de Segurança Pública e o banco, quando ele ocupava o cargo de secretário.

A candidata disse que a renovação ocorreu no fim do ano passado, depois de o caso ter sido denunciado e perto da prisão de Vorcaro. Segundo Tebet, o contrato estaria relacionado a uma operação de crédito consignado para servidores públicos militares, e Derrite ainda não teria esclarecido sua participação.

Derrite negou relação pessoal ou contratual com o Banco Master e afirmou que nunca recebeu nem conversou com Vorcaro ou representantes da instituição. De acordo com o candidato, o crédito consignado havia sido contratado em 2022 diretamente com a Polícia Militar, antes de sua gestão, e a Secretaria de Segurança Pública não teria interferência no acordo.

Antes do confronto sobre o projeto, Tebet havia criticado a situação da Polícia Civil, mencionando falta de policiais, baixa taxa de conclusão de investigações e problemas relacionados à saúde mental dos agentes. Derrite atribuiu as dificuldades à impunidade e defendeu mudanças na legislação criminal.

O candidato também criticou a participação de Tebet no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Ela respondeu que não esconde seu apoio ao presidente e que tem orgulho de ter integrado a administração, apesar de divergências políticas e econômicas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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