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Saúde

FAA terá de detalhar remédios permitidos para pilotos e controladores

Senado dos EUA aprovou duas propostas para atualizar regras de saúde mental e orientar profissionais da aviação sobre medicamentos autorizados.

FAA terá de detalhar remédios permitidos para pilotos e controladores
Foto: Reuters

A FAA informou que continua adotando recomendações para reduzir afastamentos ligados à saúde mental entre pilotos e controladores de tráfego aéreo. Um relatório elaborado por um painel de especialistas aponta que cerca de 20% dos profissionais que comunicam algum problema são inicialmente afastados, enquanto a autorização para um antidepressivo pode demorar mais de um ano.

A declaração foi divulgada nesta sexta-feira (25), um dia depois de o Senado dos Estados Unidos aprovar por unanimidade duas propostas sobre o tema. A primeira, apresentada pelos senadores John Hoeven e Tammy Duckworth, atualiza as orientações de saúde mental e busca estimular a procura por atendimento. A segunda determina que a FAA publique informações acessíveis sobre medicamentos autorizados para esses profissionais.

A agência afirmou: "Incentivamos os pilotos a procurar ajuda logo no início caso apresentem algum problema de saúde mental, já que a maioria dessas condições, quando tratada, não os impede de voar". As medidas ainda precisam ser aprovadas pela Câmara dos Representantes dos EUA antes de se tornarem lei.

Pilotos estão sujeitos a regras rigorosas sobre medicamentos. Uma mudança na dose de antidepressivos ou ansiolíticos, ou a troca do remédio usado no tratamento, pode resultar em afastamento dos voos por três meses.

A legislação ganhou atenção após um piloto da Alaska Airlines, que estava fora de serviço, ser acusado, no fim de 2023, de tentar desligar os motores de um avião durante o voo. Depois, ele disse à polícia que sofria um colapso nervoso.

Para Tammy Duckworth, os profissionais não deveriam colocar a carreira em risco por falta de informação sobre medicamentos ou por procurarem atendimento. John Hoeven afirmou que atrasos burocráticos e processos defasados da FAA mantêm pilotos e controladores afastados por longos períodos.

A Allied Pilots Association, que representa 17 mil pilotos da American Airlines, apoiou a aprovação. Nick Silva, presidente da entidade, disse que os pilotos enfrentam há muito tempo obstáculos para buscar atendimento e passar pelo processo de certificação médica.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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