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Saúde

Estudos apontam limites e riscos em procedimentos de aprimoramento sexual

Preenchimentos, enxerto de gordura e PRP são usados com promessas variadas, mas as evidências e a segurança ainda são limitadas.

Estudos apontam limites e riscos em procedimentos de aprimoramento sexual
Foto: t0m15/Adobe Stock

As evidências disponíveis ainda não são suficientes para recomendar o plasma rico em plaquetas (PRP) no tratamento da disfunção erétil, afirma a Associação Europeia de Urologia. O procedimento também é oferecido a mulheres, mas as alegações de aumento da sensibilidade e da satisfação sexual têm respaldo fraco.

O PRP é produzido a partir de uma amostra de sangue retirada do braço e submetida a centrifugação para separar seus componentes. A fração rica em plaquetas é aplicada na área escolhida. Para homens, o tratamento é divulgado como “P-shot” ou injeção de Príapo; para mulheres, como “O-shot” ou injeção do orgasmo.

A técnica não tem como objetivo aumentar o tamanho do pênis. Suas promessas envolvem melhora da aparência, do fluxo sanguíneo e da função nervosa. Uma revisão encontrou melhora moderada em homens com disfunção erétil, mas um estudo mais recente indicou que o benefício pode ser menor do que se imaginava. Em mulheres, o PRP também foi estudado para incontinência urinária de esforço e prolapso dos órgãos pélvicos, com alguma melhora dos sintomas apontada por uma revisão sistemática.

Preenchimentos e duração do efeito

O ácido hialurônico, substância encontrada naturalmente no corpo, retém água nos tecidos e é usado em injeções para ampliar a circunferência do pênis. Um estudo coreano registrou aumento médio de 2,3 cm no órgão flácido, o equivalente a quase 30%. Mais da metade dos homens submetidos ao preenchimento precisou de uma média de 1,5 injeção adicional para corrigir irregularidades no contorno.

O resultado, porém, diminui com o tempo. A hialuronidase, enzima produzida pelo organismo, degrada gradualmente o material. Em 18 meses, cerca de 44% do aumento obtido já havia sido perdido. A mesma enzima pode ser aplicada para reverter o preenchimento, embora leve algumas horas para agir.

Um estudo estimou complicações em cerca de 9% dos homens que receberam ácido hialurônico. Entre os problemas estão hematomas, inchaço, protuberâncias, nódulos, irritação da pele, degradação de tecidos e infecções. Sangramentos e hematomas tendem a aparecer na primeira ou segunda semana; nódulos, por volta da terceira; e infecções, em geral, na sexta ou sétima semana, embora também possam surgir anos depois.

Outras técnicas

A infecção pode evoluir para falência múltipla de órgãos. Também houve casos de necrose que exigiram a remoção de parte do pênis. Em março, Igho Ubiribo, conhecido como “Ego”, morreu de embolia pulmonar após um preenchimento peniano na Tailândia.

Outra opção é retirar gordura de outras partes do corpo e injetá-la no pênis. O método pode causar inchaço, hematomas, nódulos e deformidades, além de infecções por bactérias como S. aureus ou E. coli. Em situações graves, pode ocorrer necrose ou morte por embolia gordurosa.

Os procedimentos são divulgados com promessas de melhora rápida da aparência ou da função sexual. Como muitos surgiram de tratamentos para condições médicas, a aplicação estética não produz necessariamente o mesmo resultado. No caso dos órgãos reprodutivos, a aparência tem pouca influência sobre a fertilidade ou a capacidade de gerar filhos. Estudos maiores e de melhor qualidade ainda são necessários para avaliar se os benefícios compensam os riscos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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