São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00%
Notícia com critério
Economia

EUA devem aliviar metas de eficiência de combustível até 2031

Medida do governo Trump reduziria o preço dos veículos novos, mas elevaria o consumo de combustível e as emissões de dióxido de carbono.

EUA devem aliviar metas de eficiência de combustível até 2031
Foto: AFP

O Departamento de Transportes dos Estados Unidos deve finalizar na segunda-feira (28) novas normas de economia de combustível para veículos até 2031. A proposta reverte a política do governo Joe Biden, que pressionava as montadoras a ampliar a produção de veículos elétricos e cumprir metas mais rigorosas de eficiência.

Donald Trump afirmou ter aprovado as regras, que, segundo ele, reduzirão o preço dos veículos novos. O secretário dos Transportes, Sean Duffy, declarou neste sábado (26): "Uma grande vitória para os trabalhadores da indústria automobilística dos Estados Unidos está chegando na segunda-feira".

A proposta estabelece uma média de 34,5 milhas por galão (14,7 km por litro) para toda a frota até 2031. O índice é inferior às 50,4 milhas por galão (21,4 km por litro) previstas durante o governo Biden. O Departamento de Transportes estima que a mudança reduziria em US$ 930 (R$ 4.834) o custo médio de cada veículo novo.

Impactos estimados

De acordo com as estimativas do próprio departamento, a flexibilização elevaria o consumo de combustível em cerca de 100 bilhões de galões até 2050. Os gastos com combustível aumentariam em US$ 185 bilhões (R$ 961 bilhões), enquanto as emissões de dióxido de carbono cresceriam aproximadamente 5%.

A iniciativa ocorre enquanto os motoristas norte-americanos enfrentam alta dos preços dos combustíveis desde o início da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.

Durante o governo Biden, a eficiência exigida para automóveis subiu 8% ao ano nos modelos de 2024 e 2025, 10% nos modelos de 2026 e 2% ao ano entre 2027 e 2031. Em dezembro, o governo Trump havia proposto revisar para baixo, retroativamente, a norma dos modelos de 2022 e depois elevá-la entre 0,25% e 0,5% ao ano até 2031.

Pete Buttigieg, que chefiou o Departamento de Transportes no governo Biden, criticou a medida. Para ele, a redução das exigências favorece a venda de veículos menos eficientes e aumenta os custos de abastecimento para os norte-americanos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.