O Federal Reserve (Fed) elevou os juros dos Estados Unidos para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. A decisão unânime interrompeu uma sequência de cinco reuniões sem alterações e representou a primeira alta desde julho de 2023.
Donald Trump reagiu à decisão criticando o nível das taxas e defendendo uma redução para 1% ao ano ou menos. Em uma publicação em sua rede social, o presidente afirmou: “As taxas de juros nos Estados Unidos deveriam ser de 1% ou menos, porque temos o melhor crédito do mundo — DE LONGE”.
Trump também disse que os Estados Unidos estão em expansão, com novos investimentos. Segundo ele, o país poderia ganhar ao menos US$ 1,5 trilhão por ano caso deixasse de negociar com os países com os quais mantém déficit comercial. O presidente afirmou ainda que os Estados Unidos carregam nas costas quase todos os países do mundo e que essa situação não pode continuar.
Decisão do banco central
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) informou que a elevação considera o duplo mandato do Fed: controlar a inflação e promover o máximo emprego. A decisão foi influenciada, entre outros fatores, pela alta do preço do petróleo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, que ampliou as preocupações com a inflação.
Projeções divulgadas após a reunião indicam que a maioria dos integrantes do Fed espera pelo menos mais uma alta de 0,25 ponto em 2026.
Esta foi a terceira reunião do Fed sob o comando de Kevin Warsh, indicado por Trump para presidir o banco central. Warsh tomou posse em 22 de maio e iniciou oficialmente um mandato de quatro anos em cerimônia na Casa Branca.
A mudança na presidência ocorreu após meses de atritos entre Trump e Jerome Powell, ex-presidente da instituição. Desde o início de seu segundo mandato, Trump critica os juros elevados e defende cortes para evitar que o crédito mais caro prejudique a economia. O cenário inclui conflitos geopolíticos, como a guerra entre EUA e Irã, e a guerra tarifária promovida pelo republicano.


