Andrew Garfield estudou durante cerca de três meses a trajetória de Sam Altman para interpretar o executivo em Artificial, novo filme de Luca Guadagnino. O ator afirmou que buscou compreender a personalidade do CEO da OpenAI por meio de vídeos, fotografias e apresentações.
Durante a estreia mundial do longa no Festival de Cinema de Nova York, na segunda-feira, Garfield disse que sua primeira impressão sobre Altman foi positiva. Ele contou ter visto o executivo testemunhar perante o Congresso e afirmou: “Esse cara parece incrível”.
O ator também declarou que refletiu sobre a responsabilidade de representar uma figura conhecida e polêmica. Para Garfield, é necessário ampliar o escrutínio sobre pessoas às quais são atribuídos autonomia e poder. “Precisamos iluminar ao máximo os recônditos da vida das pessoas”, disse.
A trama de Artificial
O filme dramatiza a crise de 2023 que terminou com a demissão de Altman e seu retorno poucos dias depois. Na produção, Garfield interpreta o CEO da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT.
O roteiro é de Simon Rich. O elenco inclui Yura Borisov, como Ilya Sutskever; Monica Barbaro, como Mira Murati; e Mark Rylance, como Geoffrey Hinton.
A Amazon MGM Studios abandonou o projeto em junho, quando a produção estava praticamente concluída, pouco depois de anunciar uma parceria de US$ 50 bilhões com a OpenAI. Depois que outras distribuidoras recusaram o longa, a NEON adquiriu os direitos.
A estreia nos cinemas norte-americanos está prevista para 25 de dezembro, com chegada ao circuito amplo em janeiro. Ainda não há data de lançamento definida para o Brasil.
Garfield já interpretou outras pessoas reais no cinema. Em A Rede Social, viveu Eduardo Saverin, brasileiro e cofundador do Facebook. Em Tick, Tick… Boom!, interpretou o compositor Jonathan Larson.


