BRASÍLIA — O bloqueio das plataformas de apostas ilegais também retirou do ar 3.489 páginas, perfis e grupos usados para divulgar esse tipo de atividade nas redes sociais. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira (6) que a ação do governo alcançou mais de 11 mil sites desde a proibição das bets no Brasil, determinada em 25 de setembro.
A medida passou a atingir, nesta terça-feira, as plataformas que ainda estavam registradas na Fazenda. Ao todo, 188 sites autorizados pela pasta deixaram de operar. As páginas haviam permanecido disponíveis para que os usuários pudessem retirar os valores depositados, embora as apostas já estivessem proibidas.
Devolução dos saldos
Durigan informou que R$ 1,3 bilhão continua nas contas de 26,5 milhões de apostadores que não fizeram os saques. Com os sites fora do ar, as empresas terão de enviar aos bancos os saldos remanescentes de cada cliente, identificados por CPF, e os dados das contas bancárias utilizadas nos depósitos.
As instituições financeiras começam a devolver os valores a partir do dia 9. Os sites bloqueados passaram a redirecionar os usuários para a página do governo federal chamada “brasilsembets”, que exibe a mensagem “Acesso bloqueado”. O comunicado informa que a plataforma está fora do ar por determinação da Medida Provisória nº 1.394/26, que proíbe apostas esportivas e cassinos on-line no Brasil desde 25 de setembro de 2026.
O ministro afirmou que “Um volume diário de R$ 650 milhões saia da poupança popular para as bets. Esse valor passa a ficar com as famílias”. Segundo Durigan, os recursos estão concentrados entre uma parcela pequena dos apostadores: cerca de 1% dos usuários reúne 80% do saldo, enquanto 3,4% concentra 90%.
Há contas com valores entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. Quarenta contas nessa faixa são investigadas por suspeitas de lavagem de dinheiro.


