O Avenged Sevenfold encerrou o dia do metal do Rock in Rio com uma apresentação marcada por mudanças de ritmo, longos solos e menor resposta da plateia. A banda americana voltou ao palco Mundo dois anos depois da participação anterior no festival, mas ficou abaixo do Bring Me the Horizon, atração que a antecedeu no mesmo espaço.
A chuva voltou a cair no Parque Olímpico, e o grupo subiu ao palco cerca de meia hora depois do horário previsto, por volta de 0h35. Já perto do fim, o vocalista M. Shadows perguntou ao público: “Vocês estão muito educados hoje. É a chuva? São as músicas?”
O repertório reuniu sucessos das décadas de 2000 e 2010, com alterações em relação ao show de 2024. A banda incluiu “Magic”, faixa de seu EP mais recente, e também apresentou “Seize the Day”, que não havia tocado na passagem anterior pelo festival. A apresentação no Brasil ocorreu apenas oito meses depois do último show no país, realizado em São Paulo, no estádio Nubank Parque.
Repertório e resposta do público
A mistura de heavy metal, hard rock, elementos góticos, refrões pop e baladas ao violão apareceu em músicas com mudanças de andamento e solos extensos. Em alguns desses momentos, a plateia demonstrou menos interesse, especialmente durante canções mais recentes, como “Nobody”, lançada em 2023.
O início teve alguma reação com “Nightmare” e “Afterlife”, que puxaram rodas de pogo, enquanto “Buried Alive” foi acompanhada pelos fãs. Na parte final, “M.I.A.”, de 2006, antecedeu uma sequência de faixas conhecidas: “Bat Country”, “Unholy Confessions” e “A Little Piece of Heaven”.
M. Shadows também falou sobre a recepção às bandas do festival e pediu que o público não alimentasse rivalidades. Ele citou Mgk, Bad Omens, Poppy e Bring Me the Horizon, que integraram a programação do Rock in Rio.
O show teve fogo, efeitos pirotécnicos, luzes e fogos de artifício. Terminou com “Cosmic”, por volta das 2h da madrugada, quando já era grande o movimento de pessoas deixando o Parque Olímpico.


