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Cultura

Festival do Rio reúne curtas sobre desejo, repressão e masculinidade

Produções nacionais da Première Brasil abordam conflitos ligados à sexualidade, à violência, à fé e à experiência queer em diferentes fases da vida.

Festival do Rio reúne curtas sobre desejo, repressão e masculinidade
Foto: Pedro Peo/Divulgação

A programação de curtas do Festival do Rio reúne produções nacionais que exploram desejos, medos e experiências queer a partir de conflitos familiares, religiosos e pessoais. Os filmes integram a Première Brasil, ala dedicada às estreias nacionais.

Em “Consolo”, Johnny Massaro acompanha um taxista de meia-idade que encontra um pênis de borracha sob uma mesinha de sua casa. O objeto, associado ao universo gay, provoca repulsa e questionamentos sobre a sexualidade da mulher, da filha e do filho do personagem. A história também retoma o contato do homem com o desejo durante o Carnaval, quando o banco traseiro de seu carro é tomado pela lascívia.

A proposta de Massaro é levar um homem heterossexual a confrontar o medo de sexualidades que escapam à norma e a se aproximar de um lado feminino. Para o ator e diretor, o falo, símbolo da virilidade, também pode estar na origem da insegurança masculina, frequentemente convertida em barbárie.

João Pedro Mariano aparece em “Consolo” e em “Santo”. No curta dirigido por Maria Luísa Alves, ele interpreta um entregador de delivery que distribui panfletos sobre o fim do mundo e convida as pessoas a procurar Deus em uma igreja neopentecostal. O encontro com outro entregador, um homem gay, apresenta ao personagem possibilidades que não faziam parte dos sermões de sua formação.

Os dois filmes articulam repressão e libertação, temas que também aparecem em outras obras da seleção. Em “Autor Desconhecido”, Daniel Wierman e Paulo Menezes dirigem Bruno Fagundes como um cineasta que sofreu uma agressão sexual. Ao decidir reencenar a violência em um filme, ele procura atores para representar a si próprio e o homem que teria colocado drogas em sua bebida em um bar, enquanto tenta compreender o episódio e a própria identidade.

“Morfeu e Caronte” traz Bayard Tonelli, ex-integrante do Dzi Croquettes, em um musical onírico inspirado na era de ouro de Hollywood. O curta aborda afeto e sexo entre homens na terceira idade.

Em “Pique-Pega”, Carol Duarte confronta a personagem de Malu Galli depois de um encontro casual em uma festa. Marcada por conflitos com a filha da outra mulher, sua personagem questiona o conservadorismo daquela figura, que se apresenta como progressista, mas carrega um passado em que a hipocrisia também está presente.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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