A novela Escrava Isaura completou 50 anos no domingo, 11, desde sua estreia na TV Globo, em 1976. Escrita por Gilberto Braga a partir do romance de Bernardo Guimarães, a produção tornou-se um dos maiores sucessos internacionais da televisão brasileira e chegou a mais de 104 países.
A direção-geral ficou a cargo de Herval Rossano (1935-2007), com Milton Gonçalves (1933-2022) também na direção. Rossano, responsável por mais de trinta novelas, escolheu Lucélia Santos, 69, para interpretar a personagem principal depois de assisti-la no teatro.
A atriz foi escalada quando as gravações já haviam começado. “Tinha começado a gravar e não tinha a Isaura”, contou Rossano ao Memória Globo. Segundo o diretor, as cenas eram registradas sem a protagonista até a definição do elenco.
Censura e repercussão internacional
A novela foi produzida durante a ditadura militar e sofreu interferência da censura. A palavra “escravo” foi proibida em determinado momento, e Braga precisou substituí-la por “peça”. Também foi retirada uma cena em que Isaura se revoltava e destruía o próprio quarto.
A repercussão alcançou diferentes países. Em Cuba, o racionamento de energia chegou a ser suspenso para que a população acompanhasse os episódios. Em 2004, Rossano dirigiu uma nova adaptação da história, produzida pela Record, com Bianca Rinaldi no papel principal.


