BANCOC — O Fundo Monetário Internacional reduziu para 2,2% a previsão de crescimento do Brasil em 2026, enquanto estima uma expansão de 2,3% para a América Latina e o Caribe neste ano. A projeção regional representa uma queda de 0,1 ponto percentual em relação à estimativa de julho. Para 2027, a expectativa é de avanço de 2,5%.
A economista-chefe do FMI, Silvana Tenreyro, afirmou que os países da região precisam continuar acompanhando a inflação. O índice deve chegar a 4,2% neste ano e a 4,1% no ano que vem. Em entrevista coletiva, ela declarou: “A recomendação do fundo é manter a atenção voltada para a inflação”.
Efeitos da crise do petróleo
As novas perspectivas econômicas mundiais foram divulgadas durante a assembleia geral do Fundo, em Bancoc. O organismo prevê impactos diferentes da crise do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio, conforme a exposição de cada país às matérias-primas.
Tenreyro disse que as autoridades responsáveis pelas políticas econômica e monetária devem evitar efeitos secundários do choque sobre energia e matérias-primas, tanto nos países exportadores quanto nos importadores. Segundo a economista-chefe, o impacto do conflito tem sido “bastante heterogêneo”.
A inteligência artificial ainda não se tornou um motor forte de crescimento na região, em contraste com outras áreas em desenvolvimento, como a Ásia, e com países mais avançados.
Argentina e cenário global
A economia mundial deve crescer 3,1% em 2026, em uma previsão ligeiramente superior à apresentada pelo FMI alguns meses antes. Na Argentina, o crescimento de 4,5% registrado no ano passado deve desacelerar para 2,1%.
Petya Koeva, subdiretora do Departamento de Pesquisas do FMI, afirmou que a expansão argentina deve começar a se recuperar no último trimestre deste ano e ganhar força em 2027 e 2028. Ela atribuiu parte dessa recuperação a termos de troca favoráveis, ao afrouxamento das condições financeiras e à retomada dos investimentos.


