O Six Flags Over Georgia informou que sua equipe e as autoridades locais começaram a agir imediatamente após a morte de um visitante no parque, enquanto a polícia investiga o caso. O Departamento de Polícia do Condado de Cobb ainda não informou como a pessoa morreu nem qual brinquedo estava envolvido.
O parque declarou estar "profundamente entristecido pelo incidente envolvendo um visitante" e enviou condolências à família, aos amigos e às pessoas próximas da vítima. Um porta-voz afirmou que a empresa está colaborando com a investigação.
Imagens aéreas registraram a montanha-russa Goliath parada no meio do percurso, enquanto funcionários ajudavam passageiros a deixar a atração. Testemunhas disseram ter visto um homem ser arremessado do brinquedo, mas esse relato não foi confirmado de forma independente. Uma testemunha afirmou que ele caiu sobre o telhado de uma atração de casa mal-assombrada.
O prefeito de Mableton, Michael Owens, disse que o diretor de segurança pública da cidade coordenava as ações com a polícia local e a equipe de segurança do parque. A polícia e o corpo de bombeiros locais foram procurados sobre o caso.
Características da atração
A Goliath foi inaugurada em 2006. A montanha-russa tem 60 metros de altura, queda de 52 metros, espiral de 540 graus e velocidade de até 112 km/h. Na escala de adrenalina do Six Flags, a atração é classificada no nível quatro de cinco.
Fechamento de outra montanha-russa
O caso ocorreu poucas semanas depois de o Six Flags anunciar o fechamento da X2, em um parque no sul da Califórnia. Mais de cem pessoas alegaram ter sofrido lesões cerebrais associadas à atração, que está fechada desde julho deste ano.
A empresa disse que a X2 havia passado por testes de segurança, mas decidiu desativá-la por considerar essa "a coisa certa a fazer". Com assentos que giram 360 graus, o brinquedo foi inaugurado em 2002 com o nome X, fechou meses depois para correções no projeto e voltou a ser suspenso em 2007, quando os trens foram substituídos por modelos mais leves. A atração reabriu no ano seguinte com o nome X2 e recebeu mais de 16 milhões de pessoas desde então.
O escritório Dordick Law Corporation afirmou ter sido procurado por cerca de 400 pessoas que relataram lesões que acreditavam ter sido causadas pela montanha-russa. A banca representa parte dos autores de ações cíveis contra o parque.
Christopher Hawley, de 22 anos, morreu depois de andar na X2 em 2022. A família e o parque fecharam um acordo em agosto, em um processo que buscava responsabilizar a empresa pela morte. O advogado Brent Wisner, do escritório Wisner Baum LLP, afirmou que o fechamento não altera o fato de que Hawley morreu após andar na atração.
Caso investigado em São Paulo
No Brasil, Júlia Bossoni, de 28 anos, pode ter sofrido traumatismo craniano depois de andar na montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. O episódio ocorreu em abril deste ano. Depois de percorrer a atração pela segunda vez, ela retornou desacordada e com convulsões.
Bossoni ficou 57 dias internada, passou por sete cirurgias e perdeu parte dos movimentos. O caso é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.
A família afirma, com base em laudo médico, que a lesão teria ocorrido por um mecanismo de contragolpe, no qual movimentos bruscos fazem o cérebro atingir a parede interna do crânio. O Hopi Hari diz que a atração tem certificação internacional, passa por inspeções periódicas e segue normas de segurança.
Em nota, o parque afirmou que aproximadamente 470 mil pessoas passaram pela Montezum em 2026 e que o Ministério Público emitiu parecer em agosto de 2026 apontando não haver risco coletivo, defeito no projeto ou negligência.


