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Cultura

Interpol amplia texturas e retoma gravações em Nova York no novo álbum

Em seu oitavo disco, a banda combina a identidade construída no pós-punk com improvisação, eletrônica, cordas e novos arranjos.

Interpol amplia texturas e retoma gravações em Nova York no novo álbum
Foto: Eliot Lee Hazel/Divulgação

O Interpol lançou em 28 de agosto seu oitavo álbum, “This Mirror Weighs a Ton”, trabalho que combina a identidade associada ao pós-punk com novas texturas sonoras. O disco marca a estreia da banda na Partisan Records e o retorno às gravações em Nova York, no estúdio do produtor Andrew Wyatt, depois de mais de uma década.

A principal mudança em relação a “The Other Side of Make-Believe”, de 2022, está no processo de criação. Produzido durante a pandemia e desenvolvido à distância, o álbum anterior tinha um caráter mais contido e atmosférico. Para o novo trabalho, o guitarrista Daniel Kessler buscou recuperar “a sensação de uma banda tocando junta em uma sala”.

A gravação com Paul Banks e Sam Fogarino, integrantes do núcleo do grupo desde 2000, além de Brad Truax e Brandon Curtis, favoreceu o contato entre os músicos, a improvisação e a exploração de diferentes timbres. A faixa-título reúne baixo, sintetizadores e batidas eletrônicas discretas, com vocais de Banks entre espaços mais abertos.

Entre a identidade e a mudança

“See Out Loud” retoma a tensão das guitarras característica do Interpol, mas o álbum também incorpora cordas, sopros, violões e arranjos eletrônicos. “Bird and the Serpent” termina com uma passagem orquestral, enquanto “Enemy” se apoia em uma atmosfera de piano que se afasta da fórmula mais conhecida da banda.

Em “See Out Loud”, Kessler divide os vocais com Banks, uma participação rara na trajetória do grupo. A formação atual também reflete mudanças ocorridas desde a saída do baixista Carlos Dengler, em 2010, sem romper a identidade dos primeiros trabalhos.

Formado em Nova York no fim dos anos 1990, o Interpol ganhou projeção com “Turn On the Bright Lights”, de 2002, e “Antics”, de 2004. O primeiro consolidou a combinação de guitarras angulares, baixo pulsante, bateria urgente e o barítono de Banks. O segundo ampliou o alcance da banda com faixas como “Evil”, “Slow Hands” e “C'mere”.

Kessler rejeita a ideia de que o rótulo pós-punk defina toda a trajetória do grupo. Para ele, a classificação funciona principalmente nos dois primeiros discos. Ao mesmo tempo, o guitarrista reconhece que a banda se tornou referência para uma nova geração, enquanto procura avançar por mudanças de direção e não por rupturas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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