MANHATTAN — A mulher que usava o pseudônimo judicial Jane Doe afirmou que identificou Jay-Z de maneira equivocada em uma acusação de violência sexual. Em declaração apresentada à Justiça dos Estados Unidos, ela retirou integralmente as alegações contra o rapper e disse que não o conheceu nem falou com ele.
O documento, com 12 páginas, foi protocolado na quinta-feira, 24, em um tribunal federal de Manhattan. Na manifestação, a mulher escreveu: “Shawn ‘Jay-Z’ Carter nunca me estuprou. Eu nunca conheci nem falei com o Sr. Carter.” Ela também declarou que o artista não teve qualquer conduta inadequada com ela.
Retratação
Jane Doe havia afirmado que Jay-Z e Sean “Diddy” Combs a violentaram quando ela tinha 13 anos, depois de uma festa relacionada ao MTV Video Music Awards de 2000. A acusação tornou-se pública em dezembro de 2024, quando Jay-Z foi incluído em uma ação que já envolvia Diddy. Desde o início, o rapper negou as alegações.
Na nova declaração, a mulher reconheceu que as acusações contra Jay-Z eram falsas, pediu desculpas a ele e à família e disse compreender que as alegações provocaram danos ao rapper. Ela também afirmou que não recebeu dinheiro nem teve qualquer compensação financeira prometida para retirar a acusação.
O novo advogado de Jane Doe, James Blair Newman Jr., afirmou que sua cliente mantém a alegação de ter sido vítima de uma agressão sexual. Segundo ele, porém, ela identificou Jay-Z de forma equivocada e decidiu se retratar das acusações contra o rapper.


