VASSOURAS — O artista plástico Juarez Machado morreu nesta terça-feira, 6, aos 85 anos, após passar uma semana internado em Vassouras, no Rio de Janeiro. A causa foi uma pneumonia, seguida de parada cardíaca.
Nascido em Joinville, Juarez Machado teve a morte marcada por homenagens na cidade, que decretou luto oficial de três dias. O Instituto Internacional Juarez Machado, criado por ele e pelo irmão Edson, também divulgou uma nota de pesar. A Bienal de Curitiba manifestou luto nas redes sociais.
“Joinvilense de nascimento e cidadão do mundo por vocação”, afirmou o instituto, que destacou a trajetória do artista nas artes e a presença de sua obra no Brasil e no exterior. A instituição disse ainda que Machado levou o nome de Joinville a públicos de vários países.
Trajetória nas artes
Machado atuou em diferentes áreas: foi pintor, escultor, desenhista, caricaturista, cenógrafo, escritor e ator. Tornou-se conhecido nacionalmente ao interpretar um mímico em um quadro de humor do Fantástico nos anos 1970. Ele participou da criação do programa dominical e elaborou cenários para apresentações de Elis Regina, Roberto Carlos e Raul Seixas.
O artista também foi um dos pioneiros do livro-imagem no Brasil. Ida e Volta, lançado em 1975, foi a primeira obra brasileira com narrativa formada apenas por ilustrações. Entre outros livros no mesmo formato estão Domingo de Manhã, Limite, Saída e Emoções.
Suas obras foram expostas em países como Estados Unidos, Portugal, Itália, Japão, Uruguai, Suíça, Líbano, Bélgica, Austrália e França. Uma exposição realizada em Paris inspirou o cineasta Jean-Pierre Jeunet na escolha da paleta de cores de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.
Juarez Machado deixa três filhos.


