A cantora Karina Zeviani morreu nesta quinta-feira, 1º, aos 51 anos. Ela tratava um câncer de mama desde 2024 e será sepultada nesta sexta-feira, 2, conforme informou a funerária Prever Jaboticabal. Natural de Jaboticabal, no interior paulista, fazia tratamento em São José do Rio Preto.
Karina recebeu o diagnóstico de câncer de mama em 2024. Em janeiro deste ano, contou que a doença havia avançado para o fígado. Ela chegou a ser internada na UTI após apresentar anemia e infecções, que levaram à necessidade de transfusões de sangue. Depois de uma melhora, foram identificados pontos da doença também nos ossos.
Em 20 de setembro, a cantora informou que começaria um novo protocolo de quimioterapia, com previsão de duração de cerca de cinco semanas. O tratamento anterior não havia apresentado o efeito esperado. Na ocasião, agradeceu o apoio dos fãs e pediu orações.
A atriz Luana Piovani, amiga de Karina desde os quinze anos, acompanhou o tratamento. Em um vídeo publicado no Instagram nesta sexta-feira, 2, Piovani falou sobre a perda e disse: “Estou lidando com esse vazio imenso que fica”.
Karina teve contato com a música desde a infância, influenciada pela família. Mais tarde, trabalhou como modelo fora do Brasil e passou a se apresentar em uma casa noturna de Nova York. Foi nesse período que conheceu David Byrne, fundador do Talking Heads, que a indicou ao Thievery Corporation. A cantora começou a trabalhar com o grupo em 2005.
Três anos depois, tornou-se uma das vocalistas do coletivo francês Nouvelle Vague. Após retornar ao Brasil em 2012, lançou pela Som Livre o álbum Amor Inventado, seu primeiro e único disco de estúdio.
Karina alcançou projeção nacional em 2020, quando participou do The Voice Brasil no time de Carlinhos Brown.


