A participação no Festival de Veneza para apresentar “Hombre al Agua” ao lado de Gael García Bernal representa uma etapa importante na trajetória de Ricky Martin. O cantor porto-riquenho atua e também é produtor do longa, exibido neste domingo (6), fora da competição.
“É uma página muito importante da minha história, do meu trabalho”, afirmou Martin em entrevista ao lado do ator e cineasta mexicano. Aos 54, ele disse que considera significativo integrar pela primeira vez o elenco de um filme exibido no festival.
Martin, intérprete de “Livin’ la Vida Loca”, afirmou que está diante das câmeras desde os 12 anos. A experiência, segundo ele, também tem importância para seus filhos e para seu legado. O músico já participou de séries e filmes e trabalhou recentemente na produção americana “Palm Royale”, mas não atuava em um projeto em espanhol havia algum tempo.
Participação no filme
“Hombre al Agua” acompanha Camilo, um salva-vidas cubano que resgata um empresário mexicano rico de um afogamento. Como forma de agradecimento, o empresário oferece a ele um emprego em sua fábrica em Yucatán. Camilo se casa com a filha do magnata e, com o passar do tempo, percebe que a situação não é o que parecia.
Martin interpreta um ator que trabalha em um filme dirigido pela mulher de Camilo. Embora sua participação seja pequena, o cantor disse que ela continua tendo impacto para ele. O longa foi exibido na mostra paralela Spotlight e é descrito como uma fábula sobre manipulação e falsidade entre as classes mais poderosas.
O convite de García Bernal foi aceito imediatamente por Martin, que também concordou em atuar como produtor. “Quando ele liga, você vai. Não pensa duas vezes, você vai”, disse.
“Hombre al Agua” é o terceiro longa dirigido por García Bernal, depois de “Déficit” (2007) e “Chicuarotes” (2019). O cineasta também tem uma extensa filmografia como ator. Martin afirmou que admira o trabalho do mexicano e que a equipe fez diferentes tarefas durante a produção, sem funções fixas.


