Roberto Carlos prestou depoimento como testemunha de Fernanda Maria Passos em uma ação que discutia o reconhecimento de sua união estável com Erasmo Carlos. A viúva havia solicitado que a relação fosse considerada desde 2010, mas a Justiça definiu um período mais curto.
A sentença estabeleceu o início da união estável em junho de 2016 e seu término em 5 de janeiro de 2019, data em que Fernanda e Erasmo oficializaram o casamento civil. Para definir esse intervalo, o magistrado levou em conta a mudança dela para a residência do cantor, em 2016, e uma publicação feita por Erasmo depois do casamento, na qual ele separava os anos de namoro do período de convivência.
Roberto e Erasmo eram amigos havia décadas e parceiros em composições. O depoimento ocorreu no processo movido por Fernanda contra os filhos do cantor, que morreu em novembro de 2022.
Patrimônio em disputa
O reconhecimento da união estável não resultou na divisão patrimonial solicitada pela viúva. A sentença rejeitou o pedido de meação dos bens e das aplicações financeiras incluídos na ação.
O patrimônio discutido foi avaliado em aproximadamente R$ 50 milhões. Entre os ativos estão aplicações administradas por Erasmo e pelo filho Leonardo Esteves. Esses investimentos somavam cerca de R$ 10 milhões na época da morte do cantor, enquanto extratos de julho de 2025 registravam pouco mais de R$ 12 milhões.
As informações do processo indicam que as aplicações foram feitas antes do casamento. Se a decisão que determina essa destinação for mantida, os valores deverão ser divididos exclusivamente entre Leonardo e Gil Esteves.
A sentença que trata da união estável e os demais pontos do inventário são questões separadas. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso, e a defesa de Fernanda não havia se manifestado até o momento.


