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Justiça

Justiça reconhece união de Erasmo Carlos e Fernanda, mas nega divisão de bens

Sentença fixou o início da união estável em 2016 e rejeitou a meação com base no regime obrigatório de bens.

A Justiça do Rio de Janeiro reconheceu a união estável entre Erasmo Carlos e a pedagoga Fernanda Maria Passos a partir de junho de 2016. O vínculo foi considerado válido até 5 de janeiro de 2019, quando o casal oficializou o casamento civil.

A sentença, assinada pelo juiz Carlos Eduardo Pimentel das Neves Reis, negou à viúva o direito à meação dos bens e das aplicações financeiras deixados pelo artista, que morreu em novembro de 2022, aos 81 anos. A decisão integra a disputa judicial entre Fernanda e os filhos do cantor, Leonardo e Gil Esteves, sobre o patrimônio deixado por ele.

Fernanda havia pedido que a união estável fosse reconhecida desde 2010. Os herdeiros, por sua vez, afirmaram que os dois mantinham apenas um namoro até 2016. Para estabelecer o início da relação, o magistrado considerou uma publicação feita por Erasmo nas redes sociais em janeiro de 2019, um dia depois do casamento. Na mensagem, o cantor escreveu: “Após 7 anos de beijinhos e carinhos sem ter fim e mais 2 de maravilhosa convivência, me casei ontem no civil com minha adorada Fernanda”.

A decisão também levou em conta que Fernanda passou a morar com Erasmo em 2016. O pedido de divisão patrimonial, porém, foi rejeitado porque, conforme a regra aplicável do Código Civil, pessoas com mais de 70 anos ficam submetidas à separação obrigatória de bens. Erasmo tinha 75 anos no início do período de união estável reconhecido pela Justiça.

A disputa inclui imóveis, rendimentos ligados à obra do cantor e a administração do patrimônio deixado por ele. O reconhecimento da união estável não encerra a análise de todos os direitos de Fernanda: meação e herança são institutos diferentes, e eventuais direitos dependerão das regras relativas ao casamento, do regime de bens e do inventário.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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