RIO DE JANEIRO — A Justiça do Rio de Janeiro reconheceu a união estável entre a pedagoga Fernanda Passos e o cantor Erasmo Carlos, mas limitou o período considerado ao intervalo entre junho de 2016 e 5 de janeiro de 2019, quando ocorreu o casamento civil. Fernanda havia pedido o reconhecimento desde 2010.
A principal prova considerada pelo juiz foi uma publicação feita por Erasmo no dia seguinte ao casamento. No post, o cantor relatou sete anos de namoro e dois de convivência. A declaração foi usada para estabelecer o início do período reconhecido pela Justiça.
Fernanda também apresentou uma entrevista de 2011 concedida pelo enteado do cantor, Leonardo, a um podcast. Na ocasião, ele afirmou que o disco Sexo, do pai, era dedicado a ela. A defesa sustentou que a declaração indicava o começo da relação familiar.
O juiz, porém, deu preferência ao registro público feito pelo próprio Erasmo. A união estável foi considerada a partir de junho de 2016, quando o cantor propôs “juntar as escovas de dentes”, até a formalização do casamento civil.


