Se Eu Fosse Você 3 chega aos cinemas nesta quinta-feira, 8, com uma mudança central na história: a troca de corpos não envolve novamente Cláudio e Helena, mas a filha do casal, Bia, e o namorado, Aquiles.
Interpretados por Cleo Pires e Rafael Infante, os jovens precisam lidar com a inversão de identidades enquanto discutem o futuro do relacionamento. Entre os conflitos estão o casamento, a possibilidade de ampliar a família e as carreiras dos dois. Cláudio e Helena, vividos por Tony Ramos e Glória Pires, aparecem em segundo plano. Na trama, o casal viaja pela China em uma segunda lua de mel e oferece conselhos pontuais aos mais jovens.
Cuidado com os papéis de gênero
Ramos e Pires relembraram o primeiro filme, lançado há Vinte anos, e o trabalho de construção da franquia com o diretor Daniel Filho. Glória Pires afirmou que a produção original foi desenvolvida sem um modelo anterior no cinema brasileiro e destacou o processo de ensaios e leituras.
Tony Ramos disse que a troca de papéis exigia cuidado para não transformar as situações em caricaturas. Para o ator, havia uma diferença entre o deboche e o humor construído a partir das circunstâncias vividas pelos personagens. “Nunca subestime o espectador”, afirmou.
Glória Pires avaliou que o novo filme acompanha mudanças na dinâmica social sem assumir um tom didático ou panfletário. Segundo a atriz, a história mantém a família conhecida pelo público e incorpora preocupações presentes na vida contemporânea de forma sutil.
Ramos também lembrou uma cena em que Cláudio, no corpo de Helena, procura roupas femininas e pergunta se uma peça estaria marcando seu corpo. Para construir o momento, o ator conversou com a mulher sobre a maneira como ela experimentava calças em lojas.
Possibilidade de continuação
Questionados sobre uma nova troca entre Cláudio e Helena em um eventual quarto filme, os dois atores não descartaram a ideia. Glória Pires condicionou a possibilidade à existência de um bom roteiro e de uma história capaz de despertar curiosidade. Tony Ramos respondeu da mesma forma: “Por que não?”


