O diretor Wagner de Assis estreia nesta quinta-feira, 24, o filme The Fox Sisters, produção que reconstitui a trajetória de três irmãs americanas associadas à expansão do espiritismo no século XIX. Conhecido pela direção da saga Nosso Lar, Assis afirma que o longa pretende contestar a versão de que elas eram farsantes.
Leah, Maggie e Kate Fox ganharam notoriedade nos anos 1850 ao afirmar que conseguiam se comunicar com espíritos desde a infância. A história atraiu admiradores, entre eles Arthur Conan Doyle, autor de Sherlock Holmes.
A reputação das irmãs mudou após uma demonstração pública realizada em 1888 pela irmã do meio. Na ocasião, ela apresentou métodos usados para produzir os sons que eram interpretados como manifestações do além, incluindo uma maçã presa a um barbante e estalos nas articulações dos pés. Depois, voltou atrás na confissão e afirmou que havia sido coagida, mas não recuperou o prestígio anterior.
Pesquisa e revisão histórica
Assis diz que a equipe consultou livros, artigos e notícias da época para preparar o roteiro. Para ele, a investigação sustenta a ideia de que as irmãs não agiam como golpistas e tiveram papel relevante na formação do espiritismo moderno.
“Queremos corrigir a história”, afirmou o diretor. Ele também espera que o público conheça a trajetória das irmãs antes de formar sua própria interpretação sobre os acontecimentos.
O filme foi rodado no Rio de Janeiro, mas tem diálogos em inglês e é estrelado por atrizes brasileiras e americanas. Assis explica que a escolha levou em conta o fato de a história se passar nos Estados Unidos e a intenção de alcançar primeiro o público americano, antes de chegar a outros países.
Jamie Hughes, Sionne Elise e Marie McHugh participaram da preparação do elenco e da revisão do roteiro. Segundo Assis, a colaboração ajudou a definir a maneira mais natural de as personagens falarem e se comportarem, além de contribuir para uma recriação de época coerente com a cultura americana.


