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Política

Carta a Rubio questiona sanções e ações dos EUA antes da eleição brasileira

Bernie Sanders e 30 deputados democratas pedem respostas sobre medidas de Washington e respeito ao resultado das urnas no Brasil.

Carta a Rubio questiona sanções e ações dos EUA antes da eleição brasileira
Foto: Evaristo Sa/Afp

Bernie Sanders e 30 deputados democratas pediram ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, explicações sobre medidas do governo Donald Trump relacionadas ao Brasil. Na carta, os congressistas afirmam que ações diplomáticas, comerciais e políticas podem representar uma tentativa de influenciar a eleição presidencial brasileira de outubro.

O documento foi liderado pela deputada Delia Ramirez, com apoio de Pramila Jayapal e Chuy Garcia. Os parlamentares solicitam um compromisso explícito de respeito ao processo eleitoral brasileiro e ao resultado certificado das urnas, independentemente do candidato escolhido pelos eleitores.

Entre os episódios citados estão sanções impostas a autoridades brasileiras, a revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti e o encontro de Donald Trump com o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, na Casa Branca. A carta afirma que Flávio pediu a classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas estrangeiras. Dois dias depois, o Departamento de Estado anunciou a inclusão das duas facções na lista americana.

Os congressistas também questionam uma tentativa de visita ao Brasil de integrantes do Departamento de Estado que planejavam levantar dúvidas sobre a segurança do sistema eleitoral. A delegação foi impedida de entrar no país. Para os signatários, a sequência dos fatos ampliou as preocupações sobre possível interferência dos Estados Unidos e sobre o uso de sanções ou outras punições financeiras.

Perguntas ao governo americano

Além de pedir justificativas para as designações do PCC e do CV, a carta questiona os critérios usados para sancionar Alexandre de Moraes, ministro do STF, sob a Lei Global Magnitsky. O grupo também quer saber como são analisados pedidos de sanções apresentados por estrangeiros e qual foi a razão para a revogação do visto da representante diplomática brasileira nos Estados Unidos.

O prazo dado ao Departamento de Estado para responder às sete perguntas termina em 30 de setembro. Entre os signatários estão parlamentares que integram comissões da Câmara, como Jayapal e Jonathan Jackson, da Comissão de Relações Exteriores, e Greg Casar e Maxwell Frost, da Comissão de Supervisão.

Sanders encontrou-se com Lula nesta semana às margens da Assembleia Geral da ONU e perguntou sobre a possibilidade de interferência na eleição. Segundo auxiliares, o presidente afirmou que o governo está vigilante, mas não acredita que haverá interferência.

Em agosto, o Departamento de Estado declarou que respeitaria a escolha feita pelo povo brasileiro por meio de eleições “livres e justas”. Em outra manifestação, a porta-voz Amanda Roberson afirmou: “Quem vai ser o próximo presidente do Brasil é decisão dos brasileiros”.

A carta compara a postura atual de Washington com a adotada na eleição brasileira de 2022, quando os Estados Unidos reconheceram rapidamente a vitória de Lula, e com o apoio às instituições brasileiras após os ataques de 8 de janeiro de 2023. Os parlamentares dizem que o caso faria parte de um padrão mais amplo de interferência em processos eleitorais na América Latina.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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