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Economia

Brent recua após sinais sobre Hormuz e oleoduto saudita

Barril chegou a US$ 102,29 nas primeiras horas, mas caiu para US$ 97,44 após declarações sobre o transporte de petróleo.

Brent recua após sinais sobre Hormuz e oleoduto saudita
Foto: 2026 Planet Labs PBC/Reuters

O barril Brent chegou a US$ 102,29 nas primeiras horas desta terça-feira (22), mas passou a cair a partir das 6h, depois que uma autoridade do Irã admitiu a possibilidade de reabrir o estreito de Hormuz. Por volta das 7h30, a cotação recuava 2,89%, para US$ 97,44 (R$ 500,19), no menor valor de negociação desde 8 de setembro, quando havia atingido US$ 96,78.

A proposta iraniana prevê liberar a navegação pelo estreito em até sete dias caso os EUA adotem medidas iniciais para aliviar a pressão militar. A declaração foi dada por uma alta autoridade do governo do Irã à Kyodo News, em meio aos esforços de Teerã para retomar as negociações com Washington.

Na segunda-feira (21), o Brent chegou a US$ 98,98, mas encerrou a sessão acima de US$ 100. Com a divulgação da entrevista, o preço caiu intensamente e ficou abaixo de US$ 98. Às 10h45, o barril era negociado a US$ 98,75 (R$ 506,91), baixa de 1,58%. O WTI, referência usada nos EUA, estava em US$ 90,42 (R$ 464,15), queda de 2,11%.

Alternativa ao estreito

O estreito de Hormuz está fechado ao tráfego marítimo desde 28 de fevereiro. A interrupção impede o escoamento de 20% da produção mundial de petróleo e gás. O bloqueio foi imposto pelo Irã em retaliação a ataques feitos pelos EUA e por Israel.

Também nesta terça-feira, a Arábia Saudita indicou que pode reabrir o oleoduto Leste-Oeste, que utiliza o Mar Vermelho como rota para levar petróleo aos compradores e funciona como alternativa a Hormuz. Ainda não estava definido quanto petróleo poderia ser transportado pelo sistema. A capacidade oficial é de cerca de 7 milhões de barris por dia.

June Goh, analista da Sparta Commodities, estimou que a retomada de apenas um quarto do fluxo não acrescentaria exportações, porque o volume seria direcionado às refinarias sauditas na costa oeste. Com 40% da capacidade restabelecida, segundo ela, haveria 1 milhão de barris adicionais de petróleo bruto por dia no mercado.

Uma parcela significativa do petróleo de Yanbu é destinada à Europa. Refinarias europeias foram informadas na semana passada de que não receberiam as cargas previstas para outubro. Analistas da Kpler disseram que a interrupção do oleoduto mudou a distribuição das exportações sauditas em duas semanas. Os embarques no porto de Juaymah, no Golfo, aumentaram cinco vezes em relação ao ritmo de agosto, e todos os berços estavam ocupados em 20 de setembro.

A Saudi Aramco, estatal do setor, não respondeu de imediato a um pedido de comentário. Os houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, acusaram o governo saudita de atacar instalações em Mocha, cidade com um porto importante para o escoamento de petróleo. A área é disputada por sauditas e iemenitas há duas semanas, desde os primeiros ataques dos houthis.

Os países do G7 pediram que os houthis interrompam os ataques transfronteiriços contra a Arábia Saudita, que apoia o governo iemenita reconhecido internacionalmente. A Organização Internacional para as Migrações informou que quase 130 mil pessoas foram deslocadas em sete províncias do Iêmen por causa da violência.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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