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Economia

Petróleo recua após possível negociação sobre o estreito de Hormuz

Brent caiu 3,38% nesta sexta-feira após notícia de reunião entre Irã, Omã e outros países sobre a passagem marítima.

Petróleo recua após possível negociação sobre o estreito de Hormuz
Foto: Ansarullah Media Centre/AFP

O petróleo Brent recuou nesta sexta-feira (11), depois de ter se aproximado de US$ 110 no início das negociações. A queda foi associada à possibilidade de uma reunião entre representantes do Irã, de Omã e de outros países do golfo Pérsico para discutir o controle do estreito de Hormuz, bloqueado para a navegação desde o início da guerra em 28 de fevereiro.

O barril Brent, referência mundial, chegou a US$ 109,62 (R$ 559,17) por volta das 21h, no horário de Brasília, na quinta-feira (10), alta de 2%. O preço ficou próximo dos US$ 109,68 registrados na sessão anterior. Às 7h45 desta sexta-feira, o barril havia recuado para US$ 103,51 (R$ 528), baixa de 3,83%. Por volta das 10h, era negociado a US$ 104,01 (R$ 530,56), queda de 3,38%.

O WTI, referência usada nos Estados Unidos, também caiu. No mesmo horário, estava cotado a US$ 99,06 (R$ 505,31), com desvalorização de 3,02%.

A reunião sobre Hormuz é prevista para segunda-feira (14), na cidade de Salalah, em Omã. Irã e Omã negociam desde o início do mês um acordo sobre o controle da passagem. Vários países teriam confirmado presença, mas os nomes não foram divulgados. Antes do conflito, por Hormuz passava 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Enquanto as negociações não avançam, os houthis, aliados do Irã, chegaram nesta sexta-feira à ilha de Perim, no estreito de Bab el-Mandeb, segundo quatro pessoas do governo iemenita. O movimento pode ampliar o controle do grupo sobre uma das principais rotas marítimas do mundo. Fontes do governo do Iêmen também haviam informado que suas forças deixaram Perim e que os houthis tomaram Dhubab, no litoral do Mar Vermelho, diante da ilha.

O governo iemenita é apoiado pela Arábia Saudita e reconhecido internacionalmente. Bab el-Mandeb liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico e tem sido usado pela Arábia Saudita para escoar petróleo enquanto Hormuz permanece bloqueado. Caso os dois estreitos sejam fechados, os navios-petroleiros terão de contornar a África pelo Cabo da Boa Esperança, em uma rota mais longa e cara.

O príncipe-herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, teria pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ataques contra os houthis. Trump teria recusado o pedido. Washington continuaria fornecendo informações de inteligência sobre o grupo e possíveis alvos à Arábia Saudita, mas não consideraria, neste momento, uma intervenção militar direta.

Imagens de satélite registraram fumaça perto do gasoduto leste-oeste da Arábia Saudita, usado para levar petróleo da costa leste ao Mar Vermelho. O governo saudita não confirmou incidente na área, e a Aramco não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.

A Agência Internacional de Energia informou que o fornecimento de petróleo bruto saudita caiu para 6 milhões de bpd em agosto, uma redução de 2,3 milhões de barris por dia e o menor nível em mais de três décadas. A queda ocorreu, em parte, devido a ataques contra navios ligados aos houthis no estreito de Bab el-Mandeb.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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