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Economia

Juros e resgates deixam dívida federal em R$ 9,29 trilhões em agosto

Estoque subiu 0,04% no mês, enquanto títulos atrelados à taxa flutuante atingiram a maior participação histórica.

Juros e resgates deixam dívida federal em R$ 9,29 trilhões em agosto

A participação de títulos atrelados à taxa flutuante atingiu em agosto o maior nível da série histórica da dívida pública federal, informou a Secretaria do Tesouro Nacional. A mudança ocorreu após a revisão das expectativas para a composição do estoque, apresentada no relatório de julho.

O Tesouro passou a projetar que entre 49% e 53% da dívida seria composta por papéis vinculados à taxa flutuante. A faixa reduziu a expectativa para títulos prefixados ou corrigidos pela inflação. O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias, afirmou que o resultado representa “o maior valor registrado na composição histórica”.

Segundo Dias, a composição atual é diferente da observada no começo da década de 2000, quando havia participação muito grande de dívida cambial. Ele também disse que os demais 50% têm uma composição melhor que a parcela equivalente daquele período.

Estoque e custo

O estoque da dívida alcançou R$ 9,29 trilhões em agosto, alta de 0,04% sobre julho, quando estava em R$ 9,28 trilhões. O resultado incorporou R$ 88,39 bilhões em juros. Esse efeito foi parcialmente compensado por resgates líquidos de R$ 84,43 bilhões.

A dívida é contraída pelo Tesouro Nacional, órgão do Ministério da Fazenda, para financiar o déficit orçamentário do governo federal, quando as despesas superam a arrecadação com impostos e contribuições. A previsão do Tesouro é que o estoque termine 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

O prazo médio aumentou de 4,05 anos, em julho, para 4,10 anos, em agosto. No mesmo intervalo, o custo médio acumulado nos últimos doze meses passou de 12,45% ao ano para 12,59% ao ano.

A reserva de liquidez, formada por disponibilidades de caixa destinadas exclusivamente ao pagamento da dívida, caiu nominalmente 11,89%. O saldo recuou de R$ 1,37 trilhões em julho para R$ 1,208 trilhão em agosto. Na comparação com o mesmo mês de 2025, quando estava em R$ 1,13 trilhões, houve alta nominal de 6,49%.

Dias afirmou ainda que a expectativa é “retornar a fazer superávit primários” para reduzir a participação de títulos atrelados à taxa flutuante.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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