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Economia

Doadores de Jair Bolsonaro em 2022 não financiaram Flávio em 2026

Empresários que contribuíram com mais de R$ 1 milhão para Jair não fizeram doações diretas à campanha do filho.

Doadores de Jair Bolsonaro em 2022 não financiaram Flávio em 2026
Foto: Reuters

Os empresários que fizeram as maiores doações individuais para Jair Bolsonaro (PL) em 2022 não aparecem entre os financiadores diretos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em 2026. As contribuições superaram R$ 1 milhão em alguns dos principais casos, mas não se repetiram para o filho.

Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, doou R$ 3 milhões a Jair em 2022 e foi o maior doador pessoa física da campanha. Ele está preso e envolvido no escândalo do Banco Master.

Salim Mattar, fundador da Localiza e ex-secretário do Ministério da Economia durante o governo Bolsonaro, destinou R$ 1,8 milhão ao então candidato. Em 2026, suas contribuições foram direcionadas a candidaturas para o Legislativo, sem doação direta a Flávio.

Luciano Hang, dono da Havan, também não financiou diretamente Flávio. Em 2022, ele havia doado R$ 1 milhão a Jair. Neste ano, contribuiu apenas para candidatos a deputado e senador. Procurada para explicar a decisão, a assessoria do empresário não comentou.

Hang ganhou projeção por vídeos com críticas a Lula e ao PT e, em janeiro de 2023, reconheceu a vitória de Lula e desejou sorte “ao piloto”. Desde então, passou a adotar uma postura mais discreta sobre temas político-partidários.

Outros empresários

Jorge Eduardo Beira, da família controladora da Ypê, doou R$ 750 mil a Jair em 2022 e não aparece entre os financiadores de Flávio. A família havia contribuído com R$ 1,5 milhão no total.

Os irmãos Alexandre Grendene Bartelle e Pedro Grendene Bartelle, ligados à Grendene e à Vulcabras, doaram R$ 1 milhão cada um a Jair, mas não contribuíram para Flávio. O mesmo ocorreu com os produtores rurais Hugo de Carvalho Ribeiro, da Amaggi, Oscar Luiz Cervi, do Grupo Cervi, e Cornélio Adriano Sanders, do Grupo Progresso.

Antônio Cláudio Brandão Resende e Flávio Brandão Resende, da Localiza, haviam doado R$ 600 mil cada um a Jair e também não voltaram a contribuir para Flávio.

A assessoria de Cornélio Sanders afirmou que ele “optou por manter uma posição de neutralidade em relação ao processo eleitoral, não se manifestando sobre apoio a candidaturas específicas”.

Em 2022, pessoas físicas doaram cerca de R$ 88 milhões para Jair. Para Flávio, os dados do TSE apontam, até agora, R$ 6,6 milhões.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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