Estados Unidos e China chegaram a acordos sobre tarifas, investimentos, minerais críticos e inteligência artificial após a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping. A Casa Branca divulgou os resultados do encontro um dia depois e informou que haverá tratamento tarifário mais favorável para US$ 30 bilhões em produtos não estratégicos de cada país.
Entre as exportações americanas incluídas estão produtos agrícolas, peixes e frutos do mar, madeira, cosméticos e dispositivos médicos. Do lado chinês, a relação contempla eletrônicos, brinquedos, decorações de festas e cadeirinhas infantis para carros.
Os governos também criaram um Conselho de Investimentos. O grupo discutirá oportunidades e obstáculos relacionados aos negócios entre os dois países, além de funcionar como um canal estruturado para tratar de questões consideradas relevantes nas relações de investimento.
Minerais e inteligência artificial
A Casa Branca informou que os dois lados continuarão negociando para resolver preocupações americanas sobre a falta de terras raras e outros minerais críticos. A expectativa declarada pelo governo dos Estados Unidos é que as remessas chinesas voltem a níveis considerados adequados.
Embora a inteligência artificial tenha sido um dos principais temas do encontro, o resultado anunciado foi a criação de um diálogo sobre os riscos e benefícios da tecnologia. Também será estabelecido um canal específico para tratar de incidentes envolvendo inteligência artificial.
Nesta quinta-feira, Trump disse que os Estados Unidos estão à frente da China no desenvolvimento da tecnologia e que não pretende reduzir o ritmo. “Os Estados Unidos não vão pisar no freio. Quando se está na liderança, não se abre o jogo para o outro”, afirmou. O presidente americano acrescentou que a vantagem dos Estados Unidos seria de um ano, um ano e meio ou até dois anos, conforme diferentes estimativas.
A Casa Branca informou ainda que Trump e Xi discutiram as guerras na Ucrânia e no Irã. Os governos concordaram que o Irã não poderá ter armas nucleares e que nenhum país ou instituição poderá impor taxas em vias de navegação internacionais.
Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China, afirmou que a visita inaugurou uma nova etapa na relação bilateral, manteve a estabilidade dos laços entre os países e terá efeitos amplos sobre a paz e o desenvolvimento mundiais.


