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Economia

Mulheres ocupam um em cada cinco postos de engenharia em IA, diz LinkedIn

Relatório do Fórum Econômico Mundial aponta risco de avanço mais lento na igualdade de gênero com a expansão da inteligência artificial.

Mulheres ocupam um em cada cinco postos de engenharia em IA, diz LinkedIn
Foto: Kirill KUDRYAVTSEV/AFP

As mulheres representam apenas um em cada cinco cargos de engenharia de inteligência artificial, afirmou Sue Duke, executiva do LinkedIn. A baixa participação ocorre em um setor que pode concentrar parte das novas oportunidades econômicas criadas pela tecnologia.

O alerta foi apresentado em setembro, durante a divulgação do relatório anual do Fórum Econômico Mundial sobre as desigualdades entre homens e mulheres. Dirigentes da organização e do LinkedIn avaliaram que a expansão da IA pode aprofundar as diferenças de gênero no mercado de trabalho.

De acordo com o documento, a presença feminina é menor nas empresas especializadas em inteligência artificial do que em companhias comparáveis de outras áreas. A diferença aparece em todos os níveis dessas organizações.

Cargos sob transformação

Saadia Zahidi, integrante do comitê executivo do Fórum Econômico Mundial, afirmou que as funções mais afetadas pela IA tendem a estar em áreas com concentração de mulheres. Ela mencionou empregos de escritório qualificados, que atraíram muitas trabalhadoras nas últimas décadas e estão sendo modificados pela tecnologia.

Sem uma participação maior de mulheres nas áreas científicas e nas ocupações ligadas à IA, os ganhos econômicos associados à tecnologia podem favorecer principalmente os homens. Para Sue Duke, governos e empresas devem incluir as mulheres desde o começo na formação e nas funções do setor, além de apoiar seu desenvolvimento profissional ao longo da carreira.

O Fórum Econômico Mundial divulga o levantamento todos os anos. O relatório registra uma redução das desigualdades de gênero no mundo nos últimos 20 anos, mas aponta que esse movimento perdeu velocidade a partir de 2016, em comparação com o período de 2006 a 2016.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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