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Economia

Estudo aponta equilíbrio do Uruguai entre residência, renda e cidadania

Ranking da Global Citizen Solutions compara 46 programas voltados a aposentados e pessoas com renda passiva.

Estudo aponta equilíbrio do Uruguai entre residência, renda e cidadania
Foto: Folhapress

A regularidade entre diferentes critérios colocou o Uruguai no topo de um ranking internacional de destinos para aposentados e pessoas com renda passiva. O país não liderou nenhum dos cinco pilares avaliados individualmente, mas não ficou abaixo da 20ª posição em nenhum deles.

O levantamento é apresentado no Global Retirement Report and Index 2026, elaborado pela Global Citizen Solutions. A consultoria comparou 46 programas de residência destinados a estrangeiros que pretendem morar fora e têm renda para se manter.

Como o ranking foi elaborado

A classificação considera qualidade de vida; mobilidade e possibilidade de obter cidadania; tributação; custos e investimentos; e facilidade do processo de residência. Depois do Uruguai, aparecem Ilhas Maurício, Espanha, Costa Rica e Portugal. A diferença entre os dez primeiros colocados é inferior a quatro pontos.

No recorte das Américas, o Brasil ocupa a quinta posição entre os 17 programas analisados. O país se destaca pela velocidade estimada do processo de residência, de três a cinco meses, e pela possibilidade de incluir pais dependentes. Para solicitar a residência, um aposentado estrangeiro precisa comprovar renda mensal mínima de US$ 2.000 (R$ 10,4 mil).

O programa uruguaio prevê residência permanente diretamente, sem uma etapa temporária. Também permite incluir familiares e exige comprovação de renda de US$ 1.700 mensais (aproximadamente R$ 8.800). A cidadania pode ser obtida após três anos para pessoas casadas e cinco anos para solteiros.

Critérios específicos

O Brasil aparece entre os cinco primeiros em duas classificações: possibilidade de obter uma segunda cidadania e facilidade para realizar uma mudança internacional com a família. Espanha, Albânia, Argentina e Uruguai também estão entre os países destacados nesse segundo critério.

A tributação reduz a pontuação brasileira. O relatório afirma que Brasil e Chile cobram impostos de residentes sobre a renda mundial, enquanto Costa Rica e Paraguai têm vantagens associadas à tributação territorial.

Nas categorias específicas, Ilhas Maurício lidera em otimização tributária, enquanto Espanha aparece à frente em qualidade de vida, segunda cidadania e mudança com a família. Paraguai ocupa a primeira posição em eficiência de orçamento e capital.

O tempo de tramitação varia entre os programas. Trinta dos 46 países concluem o processo em até seis meses. Emirados Árabes Unidos, Camboja e Sri Lanka têm prazo estimado de cerca de um mês; Chipre pode levar cerca de 27 meses, e Portugal, de 18 a 24 meses.

Família e cidadania

Quinze programas permitem incluir pais dependentes ou outros familiares além de cônjuge e filhos. Em outros 27, a inclusão fica restrita a cônjuge e filhos, enquanto quatro exigem pedidos separados para familiares.

A possibilidade de cidadania também varia. O relatório registra que 24 dos 46 programas oferecem alguma rota para a nacionalidade em até cinco anos. Argentina, Uruguai, Paraguai e Equador estão entre os destinos com prazos mais curtos, e o Brasil tem estimativa de cerca de quatro anos.

Entre os 46 países, 33 permitem manter outra cidadania sem condições adicionais. Espanha, Letônia e Paraguai impõem algumas exigências, enquanto 11 países não permitem a dupla cidadania.

A Global Citizen Solutions informa que sua metodologia serve para comparar os programas analisados, e não para definir qual destino é adequado a todos os aposentados.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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