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Economia

Medo de despesas médicas marca planos dos brasileiros para a aposentadoria

Pesquisa mostra dependência do INSS, incerteza sobre o benefício futuro e baixa preparação para custos de saúde e imprevistos.

Medo de despesas médicas marca planos dos brasileiros para a aposentadoria
Foto: Folhapress

Sete em cada dez brasileiros dizem temer não ter dinheiro para pagar atendimento médico no futuro, mas apenas 28% adotaram alguma medida para evitar ficar sem plano de saúde na aposentadoria. A morte de um familiar preocupa 70% dos entrevistados, enquanto 63% mencionam o risco de uma doença grave. Somente 22% se prepararam para o primeiro desses cenários.

Os dados são da 4ª edição da pesquisa “Percepção dos Brasileiros sobre Proteção e Planejamento”, encomendada pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) ao Datafolha. O levantamento ouviu 1.908 pessoas em todo o país entre 8 e 16 de julho deste ano.

Dependência e incerteza sobre o benefício

Entre os entrevistados que já se aposentaram, 92% afirmaram depender do INSS para se sustentar, indicando a Previdência Social como principal fonte de renda. Entre os trabalhadores que ainda estão na ativa e contribuem para o sistema, 65% não sabem quanto receberão no futuro.

Apenas 35% disseram conhecer o valor previsto do benefício. Desse grupo, 53% avaliam que deverão receber, no máximo, um salário mínimo, hoje de R$ 1.621. Entre os que pretendem contar com o INSS, 56% acreditam que terão de reduzir despesas para se manter. Outros 25% esperam preservar o padrão de vida atual, enquanto 16% preveem dificuldades ou dizem que não conseguirão se sustentar com o valor recebido.

A pesquisa também mostra que 59% dos trabalhadores gostariam de se aposentar aos 60 anos. No entanto, 32% acreditam que não conseguirão atingir essa idade. Outros 11% dizem que nunca poderão parar de trabalhar, e 12% não pretendem solicitar o benefício.

Previdência e preparação financeira

A reforma da Previdência de 2019 mudou as regras para a concessão do benefício e estabeleceu idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens que ingressaram no mercado de trabalho. Para quem já contribuía, foram criadas regras de transição. O brasileiro se aposenta hoje aos 61 anos, em média, segundo dados da Previdência.

Apenas 28% dos entrevistados acreditam que conseguirão deixar o trabalho ainda na faixa dos 50 anos. Para 42%, poupar ou investir é a principal forma de se proteger contra imprevistos. Dois em cada dez, porém, afirmam que dificuldades financeiras impedem essas práticas.

Seguros e previdência privada foram lembrados por 13% da amostra como meios de proteção. Ainda assim, 64% disseram ter intenção de contratar ou renovar pelo menos um seguro ou plano de previdência privada no próximo ano.

As regras de transição previstas para 2026 incluem o pedágio de 100%, a aposentadoria por pontos e a idade mínima progressiva. Na regra de pontos, a exigência será de 103 pontos para homens e 93 para mulheres, considerando idade e tempo de contribuição. Na idade mínima progressiva, serão exigidos 64 anos e seis meses para homens e 59 anos e seis meses para mulheres, além do tempo mínimo de contribuição.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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