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Economia

Relatórios veem espaço para alta das ações após resultado eleitoral

BTG Pactual, UBS, Morgan Stanley e JPMorgan calculam ganhos de 11% a 45% para ativos brasileiros em cenários de ajuste fiscal.

Relatórios veem espaço para alta das ações após resultado eleitoral
Foto: Reuters

Relatórios de quatro instituições financeiras apontam potencial de valorização para as ações brasileiras após o resultado do primeiro turno, caso Flávio Bolsonaro (PL) vença Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, marcado para o próximo dia 25. As projeções ficam entre 11% e 45% e dependem da reprecificação dos ativos e da adoção de medidas de ajuste fiscal.

Na segunda (5), o Ibovespa fechou em alta de 7,70%, aos 206.911 pontos, enquanto o dólar recuou 4,11%, para R$ 5,001. Flávio terminou o primeiro turno, realizado no domingo (4), com 47,03% dos votos, ante 45,16% de Lula.

Estimativas dos bancos

O BTG Pactual avalia que as ações brasileiras são negociadas a cerca de dez vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, sem considerar Petrobras e Vale. O múltiplo está abaixo da média histórica, segundo o banco.

Uma volta à média dos últimos dez anos levaria a uma alta de 11% a 20%. Em uma hipótese de avanço para um desvio-padrão acima da média histórica, a valorização poderia ficar entre 32% e 45%. Varejo, construtoras de médio e alto padrão e empresas ligadas ao mercado de capitais estão entre os setores apontados como possíveis beneficiários.

O UBS calcula que, com a confirmação de um ajuste fiscal, os papéis poderiam ser reprecificados ao longo do tempo até alcançar 11,8 vezes o lucro. O banco estima uma alta superior a 30% para o índice nos próximos meses, associada à queda dos juros reais e ao efeito sobre as expectativas de lucro. A instituição também cita a possibilidade de uma regra de gastos mais rígida, reformas das despesas obrigatórias e uma trajetória de superávit primário considerada confiável pelo mercado.

O Morgan Stanley trabalha com a possibilidade de o mercado se aproximar de 250 mil pontos no Ibovespa no curto prazo. Esse nível representaria uma alta de cerca de 30% até o fim do ano, caso permaneça a perspectiva de mudança na política econômica. No cenário otimista para 2027, o banco projeta o dólar em R$ 4,50.

Já o JPMorgan prevê uma expansão de cerca de 20% a 25% no múltiplo preço/lucro projetado do MSCI Brazil. Aproximadamente metade desse movimento poderia ocorrer no curtíssimo prazo, equivalente a uma alta de 10% a 11%. O restante dependeria do resultado eleitoral, da clareza sobre o plano macroeconômico, da composição ministerial, da redução dos juros e de um cenário externo relativamente favorável.

Condições para a continuidade

Analistas avaliam que a permanência da alta dependerá da execução de uma agenda de ajuste fiscal, independentemente do candidato eleito. Marília Fontes, da Nord Investimentos, afirmou que os ativos locais podem subir mais se houver compromisso com uma política fiscal responsável e uma queda sustentável dos juros. “Se a lição de casa for feita do lado fiscal, há potencial para os ativos locais subirem ainda mais”, disse.

Alexandre Pletes, da Faz Capital, considera possível uma alta de 30% para o Ibovespa até o fim do ano, mas ressalta as limitações para a execução de medidas em 2027. Daniel Teles, da Valor Investimentos, afirmou que o movimento combina euforia dos investidores com a percepção de que a Bolsa brasileira estava barata.

Ricardo Salim, da Lumi Research, apontou como principal risco uma frustração com a trajetória fiscal. Nesse caso, a recomposição do prêmio de risco poderia provocar uma reversão parcial da alta. Ricardo Farias, do Fator, disse que a apresentação de planos de governo e a definição dos nomes para os ministérios, especialmente nas áreas econômicas e na Casa Civil, serão os próximos elementos observados pelos investidores.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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