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Internacional

Abbas diz na ONU que ações de Israel ameaçam existência dos palestinos

Presidente da Autoridade Palestina discursou por videoconferência após ter o visto de entrada nos Estados Unidos negado pelo governo Trump.

Abbas diz na ONU que ações de Israel ameaçam existência dos palestinos
Foto: Angela Weiss/AFP

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou nesta quinta-feira (24), durante a Assembleia Geral da ONU, que os palestinos atravessam “um dos períodos mais perigosos de sua história”. Em discurso gravado e transmitido por videoconferência, ele disse que as ações de Israel na Faixa de Gaza e na Cisjordânia enfraquecem a solução de dois Estados e ameaçam a existência do povo palestino.

Pelo segundo ano consecutivo, Abbas não participou presencialmente do encontro. O governo de Donald Trump negou seu visto de entrada nos Estados Unidos. A Casa Branca justificou a decisão com a alegação de que a Autoridade Palestina e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), ambas presididas por Abbas, não haviam implementado reformas assumidas com Washington. As duas entidades classificaram a medida como injustificada.

Ao tratar da Faixa de Gaza, Abbas acusou as forças israelenses de submeter a população a mortes, destruição, fome e tentativas de deslocamento. Ele também afirmou que a guerra criou uma catástrofe humanitária sem precedentes. Sobre a Cisjordânia, alertou para o aumento da violência de colonos e declarou: “Trata-se de terrorismo de Estado”.

Mais tarde nesta quinta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, também discursará na ONU. Em uma declaração em vídeo, ele afirmou que viajaria a Nova York para “dizer a verdade” sobre a guerra.

Cisjordânia e Gaza

A Cisjordânia e a Faixa de Gaza formam os dois territórios palestinos incluídos nos planos internacionais para a criação de um Estado palestino. A violência de colonos na Cisjordânia aumentou, enquanto a situação humanitária em Gaza continua crítica, segundo organizações internacionais. Forças israelenses seguem bombardeando o território mesmo após o acordo de cessar-fogo anunciado em outubro de 2025.

O governo de Netanyahu também ampliou a pressão sobre Gaza e o Hamas. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou neste mês que seria uma questão de tempo até Israel retomar a guerra em larga escala no território e começar a expulsar cerca de 2 milhões de palestinos.

Netanyahu liderou ainda uma expansão dos assentamentos na Cisjordânia e a instalação de postos avançados de colonos. Essas comunidades são consideradas ilegais pelo direito internacional; a Convenção de Genebra proíbe que um país ocupante transfira sua população para o território ocupado.

A violência contra palestinos na Cisjordânia se intensificou desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. A região é dividida em três zonas: a zona A é administrada pela Autoridade Palestina; nas zonas B e C, Israel exerce controle militar. A zona B tem administração civil palestina, e a zona C concentra os assentamentos judaicos.

Em julho deste ano, Abbas convocou eleições legislativas para 28 de novembro, as primeiras em quase duas décadas. O Conselho Legislativo Palestino não se reúne desde 2007. Abbas venceu a eleição presidencial de 2005, com mandato de quatro anos, encerrado em 2009, mas continua no cargo. Em abril deste ano, palestinos participaram de eleições locais na Cisjordânia.

Criada pelos Acordos de Oslo, a Autoridade Palestina deveria administrar temporariamente partes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza enquanto se negociava a criação de um Estado independente. O acordo não resultou na formação do Estado. Controlada pelo Fatah, partido de Abbas, a Autoridade Palestina não governa Gaza, administrada de fato pelo Hamas desde 2007.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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