Volodimir Zelenski afirmou nesta terça-feira (13) que a Ucrânia não recebeu aviso dos aliados antes de um ataque russo com cinco mísseis balísticos contra Kiev. A ofensiva ocorreu durante a madrugada.
A declaração foi dada depois de relatos na imprensa americana e europeia de que os Estados Unidos ameaçaram interromper o compartilhamento de informações caso o presidente ucraniano não suspendesse os ataques a refinarias russas. Zelenski disse que não houve “aviso prévio de nossos aliados”.
Informações de inteligência
Os dados obtidos por satélites, sensores em estações terrestres e aviões integram a ajuda ocidental à Ucrânia. Com essas informações, o país mantém serviços de alerta por celular e na internet sobre a movimentação de bombardeiros russos e o lançamento de mísseis balísticos.
França e Reino Unido também apoiam os ucranianos, mas não têm a mesma capacidade dos Estados Unidos. Mesmo após suspender o apoio militar e financeiro direto, Trump havia mantido o fluxo de informações.
Em um evento de segurança em Varsóvia, o chanceler ucraniano, Andrii Sibiha, respondeu a perguntas sobre a ameaça americana e afirmou que “essa cooperação continua”.
A tensão aumentou após Donald Trump anunciar, no domingo (11), um cessar-fogo nos ataques mútuos contra o sistema energético de Rússia e Ucrânia. Na sexta (9), ele havia fechado um acordo para comprar diesel russo depois de conversar por telefone com Vladimir Putin.
Energia e novos ataques
Zelenski reagiu ao acordo e manteve a afirmação de que não atacou refinarias russas nos dois últimos dias. Segundo ele, a Ucrânia direcionou suas ações aos data centers da Iandex, empresa presente em serviços de busca, transporte, pagamentos e reservas de viagens na Rússia. O Kremlin informou que discutia como responder à interrupção dos serviços.
O Ministério da Defesa em Moscou relatou que não houve ataques a alvos do setor energético ucraniano naquela noite. Na véspera, segundo Zelenski, seis instalações tinham sido bombardeadas.
Além de Kiev, ataques atingiram outras 17 localidades. Em Kharkiv, ao menos quatro pessoas morreram. No mar Negro, dois navios foram atingidos perto da costa da Bulgária; um afundou e há 11 desaparecidos.


