A China enviou neste domingo (27) dois pandas-gigantes aos Estados Unidos, em um acordo de empréstimo ao zoológico de Atlanta. A transferência ocorreu após o encontro entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente americano, Donald Trump, em Washington.
Os animais são Fu Shuang, a fêmea, e Ping Ping, o macho. Nascidos em 2020, eles permanecerão por dez anos no zoológico localizado na capital da Geórgia. Os dois viviam na Base de Pesquisa para Reprodução de Pandas-Gigantes de Chengdu.
A viagem começou durante a madrugada, no horário local, com a saída dos pandas do Aeroporto Internacional de Chengdu Shuangliu em um voo fretado. Antes do embarque, foi realizada uma cerimônia de despedida.
Empréstimo como instrumento diplomático
Durante a cúpula de três dias com Trump, Xi anunciou que os pandas seriam levados para a Geórgia e os apresentou como “embaixadores da amizade” entre China e Estados Unidos. O empréstimo foi uma das poucas medidas concretas associadas ao encontro.
A China mantém a propriedade de todos os pandas existentes, com exceção de Xin Xin, nascido no México em 1990. Os acordos de empréstimo são usados pelo país para estreitar relações com outras nações e fazem parte de sua estratégia de soft power.
O envio também pode ser revertido como sinal de descontentamento. Em janeiro, Pequim repatriou os únicos dois pandas que estavam no Japão, os gêmeos Lei Lei e Xiao Xiao. A decisão ocorreu após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre Taiwan que provocaram a reação da China.
De acordo com o WWF, pandas-gigantes costumam ser considerados adultos a partir dos 4 anos, alcançam a maturidade sexual por volta dos 6 anos e podem viver até 30 anos em cativeiro.


