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Internacional

Rubio chega à Colômbia para ampliar pressão dos EUA sobre influência chinesa

Acordos sobre minerais críticos e cooperação nuclear civil integram agenda do secretário de Estado americano com o governo colombiano.

Rubio chega à Colômbia para ampliar pressão dos EUA sobre influência chinesa
Foto: Fernando Vergara/AFP

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, chegou à Colômbia nesta terça-feira (8) para se reunir com o presidente Abelardo de la Espriella, em uma visita voltada a reforçar o alinhamento de Bogotá com Washington e conter a influência chinesa na região.

A agenda prevê a assinatura de acordos sobre minerais críticos e cooperação nuclear civil. O governo americano também deve pressionar a Colômbia sobre investimentos chineses em infraestrutura e cobrar a destruição de campos de coca.

A visita ocorre após uma mudança na orientação externa colombiana. Durante o governo de Gustavo Petro, o país aderiu formalmente à Nova Rota da Seda em 2025. De la Espriella, por sua vez, adotou uma postura favorável a Washington, com apoio de Donald Trump.

Tarifas e ajuda após terremoto

Estatais chinesas participam de projetos considerados vitais na Colômbia, entre eles a construção da primeira linha do metrô de Bogotá, avaliada em US$ 4,3 bilhões. A presença chinesa em infraestrutura está entre os pontos que os Estados Unidos pretendem revisar no novo relacionamento com o governo colombiano.

De la Espriella deve pedir a Rubio a suspensão de tarifas de 12,5% sobre as exportações colombianas. A medida seria uma contrapartida ao alinhamento na área de segurança e à decisão do presidente de recusar ajuda humanitária chinesa após o terremoto ocorrido em agosto. A solicitação busca reduzir os danos econômicos associados ao desastre.

A passagem pela Colômbia abre o roteiro diplomático de Rubio, que também inclui Equador e Peru. Os dois países são apresentados como locais de investimentos chineses em hidrelétricas e portos de águas profundas.

A estratégia americana combina cooperação, assistência em situações de desastre e alívio tarifário como instrumentos de negociação. Para governos latino-americanos, o movimento aumenta a pressão para revisar compromissos logísticos e tecnológicos firmados com a China nos últimos anos.

O novo cenário coloca os países da região diante da necessidade de equilibrar interesses nacionais, relações comerciais e preocupações de segurança associadas à disputa entre Washington e Pequim.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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