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Economia

Pequim rejeita acusação dos EUA sobre destilação de inteligência artificial

China afirma que a técnica é comum no setor, enquanto autoridades americanas dizem que ela acelera o desenvolvimento de sistemas chineses.

Pequim rejeita acusação dos EUA sobre destilação de inteligência artificial
Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS

O governo da China rejeitou as acusações dos Estados Unidos de que empresas chinesas de inteligência artificial usam a destilação para obter capacidades de modelos americanos. O Ministério do Comércio afirmou que as alegações não têm base factual ou legal e acusou Washington de adotar “dois pesos e duas medidas” para restringir a concorrência chinesa.

A manifestação ocorreu nesta terça-feira (8), depois de autoridades americanas apontarem DeepSeek, Alibaba, Moonshot AI e Z.ai como empresas que utilizariam a técnica em escala industrial. Segundo os Estados Unidos, os alvos incluiriam modelos desenvolvidos por Anthropic, OpenAI e xAI, possivelmente com conhecimento do governo chinês.

Como funciona a técnica

Na destilação, um sistema aprende a reproduzir capacidades de outro modelo a partir das respostas que recebe. O método pode diminuir o custo e o tempo de desenvolvimento de novos sistemas de inteligência artificial.

Um comunicado conjunto de autoridades americanas de segurança e inteligência classificou o uso atribuído às empresas chinesas como “agressivo, malicioso e direcionado”. Para os Estados Unidos, a prática permitiria criar modelos com mais rapidez e menor custo, além de contribuir para capacidades militares e de ataques cibernéticos da China.

O Ministério do Comércio da China afirmou que a destilação é um “método técnico neutro por natureza” e que empresas do setor, inclusive americanas, utilizam o recurso. A pasta também declarou: “Se os EUA usarem a repressão à destilação como pretexto para conter ou suprimir empresas chinesas de IA, a China certamente tomará medidas resolutas em resposta”.

O Ministério das Relações Exteriores chinês pediu que os Estados Unidos evitem fazer “acusações falsas” e “difamar” o país. Um porta-voz defendeu que China e Estados Unidos ampliem a cooperação por serem grandes potências em inteligência artificial.

A troca de acusações ocorre antes de conversas previstas entre Washington e Pequim. Donald Trump e Xi Jinping devem se reunir ainda neste mês, enquanto os dois governos planejam discutir riscos ligados à segurança da inteligência artificial.

Os Estados Unidos já haviam feito acusação semelhante em abril. Em julho, pesquisadores militares chineses foram apontados como usuários de resultados de modelos avançados americanos para desenvolver sistemas chineses e ampliar capacidades de defesa do país.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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