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Internacional

Mensagens e depoimentos reconstroem semanas decisivas após festa em Cornell

Documentos mostram como uma estudante passou de preocupações com a reputação à denúncia de agressão sexual contra integrantes de fraternidade.

Mensagens e depoimentos reconstroem semanas decisivas após festa em Cornell
Foto: Reuters

Mensagens, fotografias, e-mails e entrevistas reunidos em uma investigação da Universidade Cornell mostram a mudança na forma como Jane Doe interpretou os acontecimentos após uma festa da fraternidade Chi Phi, em 19 de outubro de 2024. Os registros também detalham as três semanas que antecederam a denúncia à polícia do campus.

No início, a estudante do segundo ano relatou às colegas que havia mantido relações sexuais com vários homens e evitou se identificar como vítima de estupro. Em 22 de outubro, procurou o Cornell Health por causa de uma infecção urinária e para fazer exames de infecções sexualmente transmissíveis. À médica, disse que havia contraído a infecção “de uma forma traumática”.

Mensagens após a festa

Na manhã de 20 de outubro, Jane Doe voltou para casa usando as botas longas e o vestido da noite anterior. Segundo uma colega, ela contou ter consumido cetamina e mantido relações sexuais com vários homens, mas ainda não usava as palavras estupro ou agressão. Outra colega afirmou que a estudante parecia estar em estado de choque.

No dia seguinte, Jonathan Newell, um dos homens que depois seriam acusados, enviou uma mensagem pedindo desculpas pela forma como a noite havia terminado. Ele afirmou que ele e Matthew Ingalls estavam alterados demais por drogas e álcool para interromper o encontro antes que a situação saísse de controle. Jane Doe respondeu que nada do que havia ocorrido sexualmente era ilegal e que tinha gostado de ficar com Newell e Ingalls.

Em 23 de outubro, ela escreveu a Ingalls que o episódio estava arruinando temporariamente sua vida e que sua reputação havia sido destruída. Também pediu a uma colega que, se alguém perguntasse sobre o assunto, dissesse que nada havia acontecido. A colega relatou que, com o passar dos dias, Jane Doe pareceu compreender que a experiência tinha sido ruim.

Cerca de uma semana depois da festa, Jane Doe encontrou em um fórum online mensagens que acusavam integrantes da Chi Phi de usar drogas e estuprar uma estudante do segundo ano em grupo. O conteúdo alterou sua compreensão do episódio. Aos investigadores, ela afirmou: “eu não era uma vadia, eu havia sido agredida”.

Convite retirado e ida ao pronto-socorro

Por volta de 28 de outubro, segundo uma colega que teria ouvido uma conversa telefônica, Jane Doe questionou Ingalls sobre como ele havia permitido que aquilo acontecesse. A colega disse que passou a explicar a ela que partes do episódio poderiam ser classificadas como estupro.

Jane Doe esperava participar de uma festa de Halloween da Chi Phi. Ingalls escreveu que ela era bem-vinda na fraternidade, mas o presidente da organização depois retirou o convite, dizendo que isso seria para o próprio bem dela. Em resposta, Jane Doe afirmou que os homens estavam tentando se proteger.

Em 3 de novembro, ela escreveu a Newell que 90% do que havia ocorrido não fora consensual e que recebera mais cetamina do que conseguia lembrar. Quatro dias depois, em 7 de novembro, foi a um pronto-socorro em Ithaca e pediu a coleta de vestígios de violência sexual.

O promotor do condado de Tompkins, em Nova York, Matthew Van Houten, analisou a denúncia e decidiu não apresentar acusações criminais, sob a justificativa de que não havia provas suficientes. Jane Doe também apresentou uma queixa ao comitê do Título 9 da universidade e, em 16 de setembro, abriu um processo contra sete homens por agressão sexual. Advogados de pelo menos três acusados negaram, em linhas gerais, qualquer conduta criminosa; os demais não haviam se pronunciado publicamente.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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