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Internacional

Líderes europeus apontam escalada de ações russas na guerra híbrida

Governos acusam Moscou de sabotagens e possíveis ataques com drones; relatório dinamarquês prevê ações mais frequentes contra infraestruturas críticas.

Líderes europeus apontam escalada de ações russas na guerra híbrida
Foto: Reuters

Líderes europeus e serviços de inteligência apontam uma intensificação da chamada guerra híbrida atribuída à Rússia, com sabotagens, operações de espionagem e possíveis ataques com drones. A avaliação foi apresentada durante a Assembleia Geral da ONU e em relatórios divulgados por países do continente.

O presidente da Letônia, Edgars Rinkevics, afirmou que nem todo ataque à ordem internacional assume a forma de uma guerra. O presidente da Lituânia, Gitanas Naseda, disse que nenhum país está imune à ameaça russa. Na mesma linha, o presidente romeno, Nicosur Dan, declarou que “a Europa é alvo de uma guerra híbrida”.

O presidente tcheco, Petr Pavel, citou a tentativa de ataque com um drone armado contra aviões ucranianos no aeroporto de Leipzig. O episódio ocorreu no mês passado e foi classificado pela Alemanha como uma ação russa. O Kremlin negou a acusação e afirmou que os europeus atravessam uma fase de russofobia, motivada pelo temor de uma vitória de Vladimir Putin na Ucrânia.

Nesta quinta-feira (24), a Polônia acrescentou outro caso à lista. O país afirmou que o incêndio em uma base de reserva de dados do sistema de satélite privado Starlink, localizada perto da Ucrânia, foi sabotagem e que as evidências apontam para Moscou.

Os equipamentos da empresa de Elon Musk são usados nas comunicações das forças de Volodimir Zelenski. Até o começo do ano, também eram utilizados de forma ilegal por forças russas em áreas ocupadas do leste e do sul da Ucrânia, mas o acesso foi interrompido, levando Moscou a criar sua própria constelação de microssatélites.

O premiê polonês, Donald Tusk, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, também afirmaram que Putin utiliza ações sem assinatura para enfraquecer o apoio europeu à Ucrânia. A invasão russa, iniciada em 2022, avança lentamente e sob alto custo.

Relatório divulgado nesta quinta-feira pelo serviço de inteligência da Dinamarca prevê ataques mais frequentes e com consequências mais graves para os países envolvidos. O documento menciona sabotagens contra infraestruturas críticas, como linhas de trens, com alto risco de provocar vítimas.

Outra possibilidade citada envolve ataques com drones lançados de navios comerciais no Mediterrâneo, longe do Leste Europeu. Os alvos poderiam estar na Espanha, na França e na Itália. No ano passado, a Suécia interceptou no Báltico um drone russo que havia deixado um navio comercial para espionar o porta-aviões francês Charles de Gaulle.

A avaliação de que a guerra híbrida pode anteceder um conflito maior considera 2029, fim do mandato de Donald Trump, e 2030, quando os principais países europeus afirmam que estarão preparados para enfrentar os russos. Há, porém, a suspeita entre militares russos de que uma escalada envolveria forças dos Estados Unidos. Só na Polônia há 10 mil soldados americanos.

Trump voltou a tentar mediar a paz na Ucrânia, conversou com Zelenski na ONU e convidou Putin para a reunião do G20 em Miami, em dezembro. Ainda não houve resposta russa.

Na Ucrânia, seis pessoas morreram durante um bombardeio russo na região de Kharkiv, no norte do país. Kiev também foi atingida por mísseis balísticos e drones ao longo da noite.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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