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Internacional

Investigação sobre ataque em voo para Tel Aviv envolve Emirados e Arábia Saudita

Comandante diz que abriu a porta da cabine para pedir ajuda; Trump afirmou que Irã poderá ser responsabilizado e ameaçou retaliação.

Investigação sobre ataque em voo para Tel Aviv envolve Emirados e Arábia Saudita
Foto: AFP

O comandante de um voo da Flydubai abriu a porta da cabine durante a viagem para pedir ajuda depois de ser atacado pelo copiloto. Smit Machchhar afirmou que tomou a decisão para evitar que o avião caísse e salvar os passageiros.

O voo saiu de Dubai com destino a Tel Aviv, em Israel, e levava 174 passageiros em um Boeing 737. O confronto ocorreu na quarta-feira (30), e passageiros conseguiram impedir a queda da aeronave. Machchhar, de nacionalidade indiana, relatou ter recorrido à abertura da porta como um último esforço.

Durante uma ligação feita do hospital, o comandante disse ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi: “Eu estava tentando salvar minha própria vida, mas sabia que não podia deixar todas aquelas pessoas morrerem”. O vídeo da conversa foi publicado por Modi nas redes sociais.

Investigações e acusações

O conselheiro presidencial dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, classificou o episódio como ato terrorista e elogiou a atuação de Machchhar. Em uma publicação na rede social X, afirmou que o comandante merecia reconhecimento por ter enfrentado uma situação que poderia provocar um desastre.

Gargash também pediu cautela enquanto as motivações do copiloto permanecem incertas. A Arábia Saudita iniciou uma investigação, e as autoridades de Riade informaram que o suspeito foi transferido na quinta-feira (1º) para os Emirados Árabes Unidos, acompanhado por uma equipe de segurança emiradense. A apuração inicial indica que ele atacou o comandante.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que qualquer potência envolvida pagaria um preço muito alto, mas não apresentou provas de responsabilidade de nenhum país. Em comunicado, afirmou que o agressor havia passado por um processo de radicalização islâmica e pretendia derrubar o avião.

Ameaça contra o Irã

Netanyahu não apontou um país como responsável. Donald Trump, porém, disse considerar provável o envolvimento de Teerã e afirmou que os Estados Unidos estavam verificando a hipótese. O presidente americano também ameaçou uma retaliação caso o Irã seja responsabilizado: “Ah, eles serão atingidos com muita força, não se preocupem”.

A declaração ocorreu enquanto os Estados Unidos reforçam sua presença militar na região. Trump disse ser possível retomar os bombardeios contra o Irã após as eleições legislativas de meio de mandato, previstas para 3 de novembro.

Em declarações reproduzidas pela revista Time, o presidente americano afirmou: “Ao aniquilar o Irã, criamos paz no mundo. Com o Irã, não acho que jamais se possa ter paz”.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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