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Internacional

Irã denuncia restrições a jornalistas durante Assembleia Geral da ONU

Esmail Baghaei afirmou que a recusa de vistos limita o acesso à informação e criticou as regras impostas à delegação iraniana.

Irã denuncia restrições a jornalistas durante Assembleia Geral da ONU
Foto: Foad Ashtari/SOPA Images via Reuters

O Irã acusou os Estados Unidos de bloquear o trabalho de jornalistas que acompanhariam sua delegação na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A crítica foi feita nesta segunda-feira (21) por Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano.

Em uma publicação na rede social X, Baghaei afirmou que a decisão americana atingiu tanto jornalistas do Irã quanto profissionais estrangeiros, incluindo a equipe de imprensa do presidente Masoud Pezeshkian. Para o porta-voz, a medida impede que informações sejam acessadas e que determinadas vozes sejam ouvidas.

“É uma tentativa de esconder a verdade”, disse Baghaei. Ele também acusou os Estados Unidos de promover uma campanha de desinformação ao restringir o direito de acesso à informação.

Restrições à delegação

A reunião da ONU ocorre em Nova York e já provocou outros atritos entre os dois países. A autorização para a entrada da delegação diplomática iraniana em território americano só foi concedida na quinta-feira passada (17).

Embora tenha liberado a viagem, Washington estabeleceu limites para a circulação dos integrantes da delegação e proibiu a compra de artigos de luxo e de outros produtos. O Departamento de Estado informou que o grupo será menor do que o enviado no ano passado e estará submetido a restrições de viagem.

Baghaei comparou a situação à chamada Cortina de Ferro, expressão associada à separação política, militar e ideológica entre a Europa Ocidental e os países do Leste Europeu sob influência da União Soviética durante a Guerra Fria. O termo se tornou conhecido após um discurso do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, em 1946.

Conflito no Oriente Médio

A guerra acrescentou instabilidade ao Oriente Médio, com confrontos em várias cidades, respostas militares e mortes entre integrantes do alto escalão do regime de Teerã, incluindo o Líder Supremo.

Na quinta-feira (17), especialistas em direitos humanos indicados pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos afirmaram ter identificado “motivos razoáveis” para suspeitar que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra em dois ataques no Irã. Um dos episódios analisados foi um bombardeio contra uma escola em Minab, no sul do país.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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